O Itaú Unibanco definiu na quinta-feira (27), o pagamento de R$ 23,4 bilhões em proventos do Itaú em 2025, combinando dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). A decisão alcança acionistas das ações ordinárias e preferenciais e confirma expectativas do mercado, que aguardava uma distribuição maior neste ano. Além disso, o anúncio reforça a política do banco de repassar resultados de forma consistente.
Dividendos e JCP: valores e datas de pagamento
O banco informou que distribuirá R$ 1,868223 por ação em dividendos, com pagamento marcado para 19 de dezembro de 2025. A quantia vale para ITUB3 e ITUB4. Portanto, todos os acionistas dessas classes receberão o mesmo valor.
Além disso, o conselho decidiu pagar R$ 0,369750 por ação em JCP. Como o JCP funciona como despesa financeira, o mecanismo reduz a base de cálculo do Imposto de Renda do banco e melhora sua eficiência tributária. Por outro lado, para o investidor, o valor sofre retenção de 15% de IR, exceto nos casos de imunidade ou isenção, o que resulta em R$ 0,3142875 líquidos, previstos até 30 de abril de 2026.
Quem terá direito aos proventos
Os investidores que mantiverem ações até 9 de dezembro de 2025 garantem o direito aos proventos. No dia seguinte, as ações passarão a ser negociadas ex-direito. Dessa forma, a instituição preserva a previsibilidade do processo de remuneração. O Itaú aplicará a mesma remuneração para ordinárias e preferenciais, prática que reforça sua política de distribuição equilibrada.
Cancelamento de ações e ajuste no número total de papéis
Os conselheiros também decidiram cancelar 78,85 milhões de ações preferenciais, avaliadas em R$ 3 bilhões. O banco havia comprado esses papéis em programas de recompra e guardado em tesouraria. Com isso, o Itaú reorganiza sua estrutura de capital sem alterar o valor do capital social.
Após a mudança, o banco passa a contar com 10,7 bilhões de ações, divididas entre 5,45 bilhões de ordinárias e 5,25 bilhões de preferenciais. A atualização do estatuto entrará na pauta da próxima assembleia. Assim, o banco formaliza o novo número de ações em circulação.
Contexto financeiro e perspectivas do Itaú
O anúncio ocorre em um momento de resultados fortes. No terceiro trimestre, o Itaú registrou lucro recorrente gerencial de R$ 11,9 bilhões, avanço de 11% frente ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado, portanto, reforça a leitura de que o banco vive um ciclo de maior eficiência operacional.
Ademais, o Itaú segue um plano de modernização que inclui a migração completa para a nuvem, o desligamento de sistemas antigos e a melhora da relação custo/receita no varejo. Segundo analistas, essas iniciativas podem ampliar a geração de caixa e sustentar novos repasses no futuro. Consequentemente, o banco tende a manter uma política de distribuição robusta nos próximos anos.






























