A Hapvida inaugurou, no final de 2025, um laboratório de anatomia patológica em São Paulo, com investimento de R$ 5 milhões. A unidade tem capacidade para processar até 100 mil exames por mês. O espaço fica no bairro do Butantã, na zona oeste da capital paulista, e centraliza a análise de materiais biológicos coletados em procedimentos médicos realizados na rede própria da operadora.
O núcleo especializado analisará exames como biópsias, peças cirúrgicas e testes preventivos. Entre eles está o rastreamento do câncer do colo do útero, exame que identifica alterações celulares precoces. Esse tipo de diagnóstico permite iniciar o tratamento antes do avanço da doença.
Com 2.600 metros quadrados, o laboratório abriga uma central inteligente equipada com sistema integrado de informações. Dessa forma, o processo garante rastreabilidade completa, desde o recebimento das amostras até a liberação do laudo médico.
Automação melhora eficiência e precisão dos exames
Segundo a empresa, o uso intensivo de automação teve papel central no projeto. A tecnologia aumenta a eficiência operacional e reduz riscos de inconsistência nos resultados. Além disso, contribui para maior padronização dos exames, etapa considerada crítica em análises patológicas.
A anatomia patológica avalia tecidos e células humanas para identificar doenças. Por isso, exige alto nível de precisão. Com processos automatizados, o laboratório consegue manter qualidade técnica mesmo com grande volume de exames.
Além da automação, a estrutura permite o uso da telepatologia. Nessa modalidade, médicos patologistas analisam imagens digitais em alta resolução à distância. Assim, profissionais podem emitir laudos remotamente, sem comprometer a qualidade diagnóstica.
Na prática, a telepatologia reduz o tempo entre a coleta do material e a entrega do resultado. Ao mesmo tempo, facilita a integração entre especialistas localizados em diferentes regiões.
Estrutura própria encurta prazos e amplia controle
Com a nova unidade, a Hapvida avança no processo de internalização das análises patológicas. Ao realizar os exames internamente, a operadora amplia o controle operacional. Ademais, consegue reduzir o prazo para liberação dos resultados.
Esse modelo também facilita o acesso dos médicos aos exames. Independentemente da localização do paciente, os laudos ficam disponíveis de forma padronizada em toda a rede assistencial.
Inicialmente, o laboratório atenderá as regiões Sul e Sudeste. Contudo, a empresa prevê expansão gradual para outras áreas do País. Enquanto isso, a Hapvida mantém contratos com laboratórios credenciados, considerando a abrangência nacional da operação.
Capacidade instalada será ampliada gradualmente
Atualmente, cerca de 100 profissionais atuam na unidade. O laboratório opera com aproximadamente 20% da capacidade instalada. A expectativa é ampliar o quadro de colaboradores ao longo do primeiro semestre de 2026.
Segundo a empresa, o crescimento ocorrerá de forma gradual. A estratégia permite ajustes operacionais e treinamento contínuo das equipes. Esse cuidado é relevante em atividades que exigem elevada especialização técnica.
Rede nacional e foco em diagnóstico
A Hapvida atende cerca de 16 milhões de beneficiários em planos de saúde e odontológicos no Brasil. A companhia possui mais de 73 mil colaboradores. Sua rede própria inclui 86 hospitais, 78 pronto-atendimentos, 363 clínicas médicas e 305 centros de diagnóstico e coleta laboratorial.
Além disso, a empresa mantém unidades voltadas ao cuidado preventivo e ao acompanhamento de doenças crônicas. O novo laboratório de anatomia patológica reforça a estratégia de ampliar a capacidade diagnóstica, etapa considerada essencial para prevenção e tratamento precoce.






























