O teto do INSS passou a ser de R$ 8.475,55 em 2026 após a aplicação de um reajuste de 3,9% sobre os benefícios previdenciários pagos acima do salário mínimo. O governo federal oficializou a atualização por meio da Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, publicada em 9 de janeiro de 2026, com efeitos retroativos a 1º de janeiro.
Com isso, a mudança alcança aposentadorias, pensões e outros auxílios previstos em lei. Segundo o Ministério da Previdência Social, cerca de 12,2 milhões de benefícios possuem valor superior ao piso nacional. Esses segurados começam a receber os valores corrigidos a partir de 2 de fevereiro, conforme o calendário oficial do INSS.
O que muda com o novo teto do INSS em 2026
O teto do INSS define o valor máximo pago mensalmente pela Previdência Social. Além disso, o limite também serve como referência para o salário de contribuição, base usada no cálculo das contribuições feitas por trabalhadores e empregadores.
A partir da nova regra, o salário de benefício — utilizado no cálculo de aposentadorias e auxílios — e o salário de contribuição passam a respeitar os limites mínimo e máximo de R$ 1.621,00 e R$ 8.475,55. Esses valores valem desde 1º de janeiro de 2026 e permanecem vigentes ao longo do ano.
Ao mesmo tempo, a portaria determina que nenhum benefício previdenciário tenha valor inferior ao novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621,00.
Atualização também alcança pensões especiais
Além dos benefícios previdenciários tradicionais, a portaria atualiza os valores de referência de pensões especiais previstas em legislação específica. Entre elas estão a pensão destinada às vítimas da síndrome da talidomida e o benefício pago a pessoas atingidas pela hanseníase.
Essas pensões seguem regras próprias. Ainda assim, o governo ajusta periodicamente seus valores para preservar o poder de compra dos beneficiários. Nesse contexto, a atualização acompanha o mesmo índice aplicado aos benefícios acima do salário mínimo.
Pagamentos seguem calendário escalonado
Os segurados que recebem valores acima do piso nacional passam a receber os pagamentos reajustados a partir de 2 de fevereiro. Já aqueles que recebem o salário mínimo previdenciário terão os valores ajustados conforme o novo piso nacional e receberão entre os dias 26 de janeiro e 6 de fevereiro.
Esse grupo reúne cerca de 21,9 milhões de beneficiários. Para definir a data exata do pagamento, o INSS utiliza o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador após o traço.
Diária para deslocamento em perícia também tem novo valor
A portaria também alterou o valor da diária paga ao segurado ou dependente que precise se deslocar para realizar exame médico-pericial ou participar de processo de reabilitação profissional. Com a atualização, o valor passou para R$ 141,63.
Esse pagamento cobre despesas básicas de deslocamento e permanência quando o INSS exige a presença do beneficiário em avaliações presenciais.
Novas faixas de contribuição entram em vigor
O reajuste também atingiu as faixas de contribuição ao INSS para trabalhadores empregados, domésticos e avulsos. As novas regras valem para as remunerações de janeiro de 2026. As alíquotas permanecem progressivas, ou seja, incidem por faixa de renda, e variam de 7,5% a 14%.
Os percentuais ficaram definidos da seguinte forma:
- 7,5% para salários de até R$ 1.621,00
- 9% para rendimentos entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84
- 12% para valores entre R$ 2.902,85 e R$ 4.354,27
- 14% para salários de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55
Essas contribuições incidem sobre os salários de janeiro. Por essa razão, os segurados fazem o recolhimento em fevereiro, já que o pagamento ao INSS ocorre no mês seguinte ao da remuneração.
Impacto prático para trabalhadores e aposentados
Na prática, o reajuste do teto do INSS afeta diretamente quem já recebe benefícios mais elevados. Ao mesmo tempo, trabalhadores com rendimentos mais altos passam a contribuir sobre um valor maior. Por outro lado, o piso previdenciário acompanha o aumento do salário mínimo, o que impede que qualquer benefício fique abaixo desse patamar.
De acordo com o Ministério da Previdência Social, as atualizações seguem critérios legais de correção anual. Além disso, o governo afirma que as medidas ajudam a preservar o equilíbrio financeiro do sistema previdenciário.






























