Os preços dos alimentos básicos consumidos nos lares brasileiros terminaram 2025 praticamente estáveis, de acordo com o indicador Abrasmercado, da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). O levantamento aponta alta acumulada de 0,73% no conjunto de 35 produtos de maior consumo no país, com valor médio nacional de R$ 800,35 ao fim do ano.
Ao longo de 2025, o comportamento dos preços foi marcado por acomodação, resultado principalmente da combinação entre quedas relevantes em itens essenciais e aumentos pontuais em produtos específicos. Esse movimento ajudou a conter pressões mais amplas sobre o orçamento das famílias.
Quedas em itens básicos compensaram altas pontuais
Entre os principais fatores de alívio para o consumidor estiveram os recuos expressivos em produtos básicos. O arroz apresentou queda acumulada de 26,55% no ano. Já o leite longa vida registrou redução de 12,87%, enquanto o feijão teve retração de 4,21%.
Essas reduções, segundo a ABRAS, foram determinantes para neutralizar os impactos de elevações observadas em outros itens da cesta, evitando uma aceleração mais intensa dos preços dos alimentos ao longo do ano.
Café lidera altas e pesa no orçamento doméstico
Em contrapartida, alguns produtos registraram aumentos relevantes em 2025. O café torrado e moído foi o principal destaque de alta, acumulando valorização de 35,64% no período.
De acordo com a associação, a elevação reflete uma combinação de fatores climáticos adversos e ajustes no mercado internacional. Como se trata de um item de consumo cotidiano, o avanço do preço teve impacto direto no orçamento das famílias brasileiras.
Carnes e proteínas apresentam comportamento moderado
No grupo de carnes e proteínas, os preços passaram por ajustes graduais ao longo do ano. O pernil, por exemplo, apresentou leve queda de 1,84%. Em sentido oposto, alguns cortes bovinos registraram pequenas elevações.
Além disso, o frango congelado teve alta acumulada de 1,60%. Os ovos concentraram a maior elevação dentro do grupo, com aumento de 3,98%. Ainda assim, a ABRAS avalia que o comportamento foi moderado, sem oscilações abruptas.
Oferta de grãos ajuda a conter pressões inflacionárias
Segundo a entidade, condições mais favoráveis de oferta, especialmente no mercado de grãos, contribuíram para limitar pressões inflacionárias sobre os alimentos em 2025. Esse cenário permitiu maior equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do ano.
Como consequência, o consumo nos lares brasileiros conseguiu avançar, mesmo em um ambiente econômico ainda marcado por desafios para a renda das famílias.
Centro-Oeste é a única região com queda no ano
A análise regional mostra comportamentos distintos no custo da cesta de alimentos. O Centro-Oeste foi a única região a registrar retração no acumulado de 2025, com queda de 0,47% e valor médio da cesta de R$ 753,68.
Por outro lado, a Região Norte apresentou a maior alta do país, com avanço de 1,36% e preço médio de R$ 872,82. Na sequência, o Nordeste registrou elevação de 1,31%, alcançando R$ 715,34.
Enquanto isso, o Sudeste teve alta de 1,20%, com valor médio de R$ 820,85. Já o Sul apresentou aumento mais contido, de 0,44%, encerrando o ano com cesta média de R$ 753,68.
Nordeste concentra as cestas mais baratas do país
As capitais e regiões metropolitanas do Nordeste registraram os menores valores médios da cesta de 12 produtos, consolidando a região como a de menor custo do país. São Luís apresentou média de R$ 296,25, seguida por Fortaleza, com R$ 297,92.
Em contraste, o Norte concentrou os preços mais elevados, principalmente em razão dos custos logísticos. Belém fechou o ano com cesta de R$ 414,50, enquanto Rio Branco alcançou R$ 415,86.
Nas demais regiões, os patamares ficaram próximos. No Centro-Oeste, Brasília registrou R$ 332,11 e Goiânia, R$ 333,64. No Sudeste, o Rio de Janeiro teve o maior valor regional, de R$ 358,68, enquanto São Paulo ficou em R$ 351,90. Já no Sul, Curitiba encerrou o ano em R$ 356,35 e Porto Alegre em R$ 362,67.






























