A B3 (B3SA3), bolsa de valores do Brasil, informou na quinta-feira (18) duas decisões relevantes ao mercado: a aquisição de participação majoritária na Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC) e a aprovação da distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas.
A empresa comprará 60% do capital social da CRDC, empresa que desenvolve tecnologia para concessão de crédito e infraestrutura de mercado. Além disso, desembolsará R$ 15 milhões na data de fechamento da operação. A partir de 2030, poderá adquirir o restante da empresa, desde que metas sejam cumpridas. Já a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) continuará como acionista e parceira estratégica.
A B3 afirmou que a transação integra sua estratégia de ampliar soluções na jornada de crédito. Dessa forma, a companhia busca reforçar sua presença no mercado de duplicatas escriturais e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). Contudo, o Cade ainda precisa aprovar a operação, e a bolsa deve notificar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Distribuição de JCP
O conselho de administração da B3 aprovou o pagamento de R$ 402,5 milhões em juros sobre capital próprio. O valor bruto corresponde a R$ 0,0778 por ação. No entanto, após a retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte, os acionistas receberão R$ 0,0661 por papel.
Terão direito ao provento os investidores que mantiverem posição acionária até 23 de setembro de 2025. A partir do dia seguinte, as ações passarão a ser negociadas “ex-direito”. O pagamento ocorrerá em 7 de outubro.
Além disso, a companhia informou que pode ajustar os valores em razão de movimentações no programa de recompra de ações ou na concessão de papéis a executivos. Essas práticas são comuns em companhias de capital aberto e podem alterar o montante final.
Contexto do movimento
A aquisição da CRDC mostra que a B3 busca diversificar suas receitas além do mercado de capitais. Ao integrar serviços de crédito, a bolsa amplia sua presença em segmentos da economia real e fortalece seu papel como provedora de infraestrutura financeira.
No lado dos acionistas, o pagamento de JCP reforça a política de retorno ao investidor. Diferentemente dos dividendos, esse tipo de provento entra como despesa financeira no balanço. Portanto, gera benefício fiscal para a empresa e, ao mesmo tempo, remunera os acionistas.






























