O Nubank nos Estados Unidos avançou em seu plano de expansão após receber aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão que supervisiona bancos federais americanos. A autorização permite que a fintech organize um banco nacional no país. Com isso, a empresa abre caminho para lançar contas, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais sob regulação federal.
O pedido foi protocolado em setembro de 2025. Desde então, o grupo entrou na fase de organização exigida pelos reguladores. Além disso, o projeto ainda depende de autorizações da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), responsável pelo seguro de depósitos, e do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
Segundo o cronograma divulgado, o Nubank pretende capitalizar totalmente a operação em até 12 meses. Depois disso, a instituição planeja abrir o banco no prazo de 18 meses, desde que cumpra todas as exigências legais.
Licença não significa operação imediata
A aprovação do OCC não autoriza o funcionamento automático do banco. Na prática, o regulador indica que considera o projeto viável. No entanto, a empresa precisa comprovar governança adequada, capital mínimo e controles de risco. Esses critérios existem para proteger clientes e preservar a estabilidade financeira.
Portanto, o período atual funciona como uma etapa de adaptação regulatória. Durante essa fase, o Nubank precisa demonstrar capacidade operacional e solidez financeira antes de iniciar as atividades.
Expansão testa modelo digital da empresa
O fundador e CEO da Nu Holdings, David Vélez, afirmou que a autorização representa um teste para o modelo digital da companhia em um dos mercados mais competitivos do mundo. Ao mesmo tempo, ele destacou que a expansão não altera o foco do grupo na América Latina, onde permanece a maior parte da base de clientes.
Fundado em 2013, o Nubank atende cerca de 127 milhões de usuários no Brasil, México e Colômbia. A operação do Nubank nos Estados Unidos será liderada por Cristina Junqueira, cofundadora da empresa. Ela se mudou para o país para estruturar o negócio. Enquanto isso, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, presidirá o conselho da futura instituição.
Movimento acompanha estratégia internacional
O avanço do Nubank nos Estados Unidos ocorre em paralelo a iniciativas em outros mercados. No México, por exemplo, a subsidiária recebeu autorização da Comisión Nacional Bancaria y de Valores (CNBV) em abril de 2025 para se estruturar como banco. A empresa ainda aguarda o início das operações.
No Brasil, o Nubank atua como instituição financeira regulada desde 2016. Ademais, a companhia informou que avalia solicitar licença bancária formal em 2026. Enquanto isso, a holding mantém ações listadas na Bolsa de Nova York desde 2021, sob o código NU.
Desafios e oportunidades no mercado americano
Analistas avaliam que a entrada no sistema bancário federal americano exige adaptação a regras rigorosas. Por outro lado, a licença pode facilitar a captação de depósitos e a ampliação de serviços digitais. Esse segmento registra crescimento contínuo nos Estados Unidos. Assim, a operação representa tanto um desafio regulatório quanto uma oportunidade estratégica.






























