O fundo imobiliário BRC Renda Corporativa (FATN11) anunciou a aquisição de novos conjuntos comerciais na cidade de São Paulo, em uma operação que soma R$ 45,7 milhões. O valor inclui tanto o preço dos ativos quanto os investimentos previstos em obras e equipamentos. A transação foi informada ao mercado por meio de fato relevante e ocorre em um momento em que o IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, voltou a registrar queda.
Segundo o comunicado, os imóveis adquiridos totalizam 2.295,98 metros quadrados de área bruta locável (ABL). Além disso, os ativos contam com vagas de garagem e perfil voltado ao segmento corporativo, característica que costuma atrair empresas de médio e grande porte.
Distribuição dos imóveis adquiridos pelo fundo imobiliário FATN11
Os conjuntos comerciais comprados pelo FATN11 estão distribuídos em quatro empreendimentos localizados em regiões consolidadas da capital paulista. Dois escritórios ficam no Edifício Concorde, na Vila Olímpia, um dos principais polos empresariais da cidade. Outro conjunto está no Edifício Banco Mercantil, na região da Bela Vista.
Além desses ativos, o fundo adquiriu seis escritórios no Edifício Brasilinterpart, no Brooklin. Por fim, outros dois conjuntos estão localizados no Edifício GBC, também na Vila Olímpia. Nesse contexto, a diversificação geográfica busca reduzir riscos específicos de vacância ou concentração excessiva em um único imóvel.
Estrutura de pagamento prioriza entrega de cotas
De acordo com a gestão, a maior parte do pagamento, equivalente a 87,29% do valor total da operação, foi realizada por meio da entrega de cotas do próprio fundo imobiliário FATN11. O valor remanescente, por sua vez, será quitado em 60 parcelas mensais, iguais e consecutivas.
Esse tipo de estrutura é recorrente no mercado de fundos imobiliários. Na prática, ela permite preservar caixa e distribuir o impacto financeiro ao longo do tempo. Ao mesmo tempo, amplia a base de cotistas vinculados ao fundo.
Receita projetada e retorno estimado
Com a incorporação dos novos imóveis ao portfólio, a expectativa é de geração aproximada de R$ 361 mil por mês em receitas de locação. Considerando o investimento total realizado, a gestão estima um cap rate em torno de 10% ao ano.
O cap rate é um indicador utilizado para medir a relação entre a renda anual de um ativo imobiliário e o valor investido na sua aquisição. Em outras palavras, ele serve como uma métrica de retorno bruto do imóvel. Segundo o fundo, esse patamar está alinhado ao desempenho médio dos demais ativos que compõem a carteira do FATN11.
Ainda assim, a administração informou que não espera mudanças relevantes no valor dos rendimentos distribuídos mensalmente aos cotistas no curto prazo.
Distribuição de rendimentos ao cotista
No último dia 15 de janeiro, o fundo imobiliário FATN11 distribuiu R$ 0,80 por cota aos investidores. Com base nesse pagamento, o dividend yield anualizado é estimado em cerca de 10,7%, conforme dados do Clube FII.
Esse indicador representa a relação entre os dividendos pagos e o preço da cota no mercado. Por isso, é amplamente utilizado por investidores interessados em renda recorrente por meio de fundos imobiliários.
IFIX volta a recuar no mercado de FIIs
Enquanto isso, o mercado de fundos imobiliários apresentou desempenho negativo no pregão mais recente. O IFIX encerrou a quarta-feira (4) com queda de 0,23%, aos 3.848,09 pontos.
Com esse resultado, o índice acumula recuo de 0,33% em fevereiro. Apesar disso, ainda registra valorização de 1,83% nos últimos 30 dias, refletindo oscilações típicas do mercado diante do cenário macroeconômico e das expectativas em relação à trajetória dos juros.
Altas e baixas entre os fundos imobiliários
Entre os destaques positivos da sessão, o HSI Ativos Financeiros (HSAF11) liderou as altas, com valorização de 2,13%, encerrando o dia cotado a R$ 81,70. Na sequência, o RBR Top Offices (TOPP11) avançou 1,47%, negociado a R$ 76.
Além desses, também figuraram entre as maiores altas do dia os fundos TEPP11, CACR11 e PMIS11, todos com ganhos superiores a 1%.
Por outro lado, o Hectare CE (HCTR11) liderou as quedas do pregão, com recuo de 3,64%, encerrando o dia a R$ 22,26. Em seguida, o Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11) caiu 2,59%, sendo acompanhado por BLMG11, PCIP11 e SPXS11, que também fecharam em baixa.





























