O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% em novembro de 2025 na comparação com outubro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, a atividade econômica interrompe uma sequência de dois meses consecutivos de queda.
O cálculo considera a série com ajuste sazonal, ou seja, exclui efeitos pontuais do calendário. Além disso, no acumulado até novembro, o PIB somou R$ 11,58 trilhões em valores correntes, de acordo com a instituição.
Na comparação com novembro de 2024, a economia avançou 1,9%. Já na análise entre os trimestres encerrados em novembro de 2024 e 2025, o crescimento foi de 1,5%. No acumulado de 12 meses, o indicador registrou alta de 2,2%.
Recuperação da indústria e do comércio sustenta avanço
Segundo a economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa no Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV), o resultado reflete a retomada de setores que vinham acumulando perdas recentes.
Nesse contexto, a indústria de transformação, o comércio e os investimentos voltaram a crescer após meses de retração. Dessa forma, esses segmentos tiveram papel decisivo no avanço da atividade econômica em novembro.
Por outro lado, áreas como transportes e serviços de informação mantiveram desempenho fraco. Assim, esse comportamento limitou um crescimento mais expressivo no mês.
O Monitor do PIB-FGV estima mensalmente o desempenho da economia brasileira em volume. Ademais, o indicador utiliza metodologia compatível com as Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, o que permite antecipar tendências do PIB oficial.
Consumo das famílias ganha força no trimestre
No recorte trimestral, o consumo das famílias cresceu 1,2% no período encerrado em novembro. Esse avanço, por sua vez, ocorreu após meses de estabilidade e desaceleração desde o fim de 2024.
O resultado reflete o fim das contribuições negativas do consumo de bens duráveis e não duráveis. Ao mesmo tempo, o consumo de serviços apresentou crescimento mais consistente.
Mesmo com juros elevados ao longo do ano, o consumo permaneceu em campo positivo. Por isso, o indicador ajudou a sustentar o desempenho geral da economia, segundo a FGV.
Investimentos desaceleram, mas seguem positivos
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos produtivos, cresceu 1,3% no trimestre. No entanto, o ritmo perdeu força em relação aos períodos anteriores.
O segmento de máquinas e equipamentos apresentou contribuição negativa. Em contrapartida, a construção manteve crescimento, ainda que em taxas menores nos últimos trimestres móveis.
A FBCF reúne gastos com obras, infraestrutura e aquisição de equipamentos. Por esse motivo, funciona como um termômetro da capacidade futura de crescimento da economia.
Exportações e importações avançam no período
As exportações cresceram 8,8% no trimestre encerrado em novembro. Nesse caso, todos os subtipos contribuíram para o resultado, com destaque para produtos agropecuários, bens intermediários e bens de capital.
A redução da contribuição da extrativa mineral não comprometeu o desempenho. Isso porque outros segmentos compensaram essa perda ao longo do período.
As importações, por sua vez, avançaram 4,0%, impulsionadas pela compra de bens de capital e de consumo. Ainda assim, houve retração nas importações ligadas à extrativa mineral e aos serviços.
As informações são da Fundação Getulio Vargas (FGV).






























