A WEG informou nesta sexta-feira (28) que distribuirá R$ 1,9 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). O pagamento ocorrerá em 12 de dezembro de 2025 e contemplará acionistas posicionados até 3 de dezembro. A partir do dia 4, os papéis negociam na condição “ex”, etapa que marca a exclusão do direito aos proventos.
Dividendos complementares somam R$ 1,43 bilhão
A companhia destinou R$ 1,43 bilhão aos dividendos complementares. O valor corresponde a R$ 0,3417 por ação. Como essa modalidade não sofre cobrança de Imposto de Renda, o acionista recebe o montante integral. Além disso, a empresa confirmou que manterá o cronograma de pagamento concentrado em dezembro.
JCP totaliza R$ 467 milhões
O conselho também aprovou R$ 467 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,11129 por ação. Nesse caso, a legislação determina retenção de 15% de IR, o que reduz o valor líquido para R$ 0,095 por ação. Contudo, investidores imunes ou isentos recebem o valor cheio. As ações entram em “ex-JCP” igualmente em 4 de dezembro.
Empresa antecipa JCP anunciado em setembro
A administração decidiu antecipar o pagamento de um JCP divulgado em setembro. O repasse, previsto para março de 2026, ocorrerá em 12 de dezembro de 2025. Essa antecipação libera R$ 462 milhões — também equivalentes a R$ 0,11 por ação — e concentra boa parte das distribuições ainda em 2025. Assim, a WEG ajusta o fluxo inicialmente planejado e reforça a estratégia de retorno ao acionista.
Resultados sustentam política de distribuição
A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,65 bilhão no terceiro trimestre de 2025, alta de 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda avançou para R$ 2,27 bilhões, aumento de 2,3%. Embora a margem tenha recuado para 22,2%, a empresa relatou demanda firme em seus negócios tradicionais. Além disso, identificou novas oportunidades no segmento de infraestrutura elétrica, ambiente que ainda convive com incertezas globais.
Plano de remuneração prevê R$ 5,2 bilhões em três anos
O conselho enviou para deliberação em assembleia, marcada para 19 de dezembro, um plano de remuneração de R$ 5,2 bilhões para três anos. O programa utiliza reservas de lucro acumuladas e pretende dar previsibilidade aos pagamentos futuros. Caso os acionistas aprovem a proposta, a política formalizará um modelo de distribuição contínuo e alinhado ao desempenho da empresa.






























