O fundo imobiliário Bresco Logística (BRCO11) anunciou, na sexta-feira (26), a assinatura de um contrato de locação com o Nubank (ROXO34), por meio da Nu Pagamentos, para um empreendimento de uso misto localizado nas proximidades do aeroporto de Viracopos, no interior de São Paulo. O acordo reduz de forma relevante a vacância do ativo e reforça a geração de receita do fundo, que manteve o patamar de dividendos mesmo com leve recuo no resultado mensal.
Contrato com o Nubank reduz vacância do imóvel
De acordo com fato relevante divulgado ao mercado, a área locada soma aproximadamente 9.150 metros quadrados. Com isso, a vacância física do imóvel caiu de 11,3% para 0,8%, o que melhora o nível de ocupação do portfólio.
Além disso, o contrato tem prazo de cinco anos, o que contribui para maior previsibilidade de receitas. Segundo o comunicado, o aluguel mensal deverá acrescentar cerca de R$ 0,014 por cota ao resultado recorrente do BRCO11.
O imóvel integra a destinação dos recursos captados na sexta emissão de cotas do fundo, concluída em 23 de dezembro de 2025. Na ocasião, a oferta levantou cerca de R$ 248,6 milhões, com a emissão de 2,1 milhões de cotas ao preço de R$ 117,47 cada.
Resultado mensal recua, mas distribuição segue estável
Enquanto avança na ocupação dos ativos, o BRCO11 encerrou novembro com resultado líquido de R$ 14,541 milhões, abaixo dos R$ 15,099 milhões registrados em outubro. Ainda assim, o fundo manteve o nível de distribuição aos cotistas.
As receitas totais somaram R$ 16,895 milhões, enquanto as despesas atingiram R$ 2,354 milhões. Esse aumento nos custos ocorreu, principalmente, por gastos relacionados à vacância em imóveis específicos do portfólio.
Nesse contexto, o fundo distribuiu R$ 13,837 milhões, o equivalente a R$ 0,87 por cota. O valor corresponde a 95,2% do lucro caixa gerado no mês, percentual alinhado ao padrão observado ao longo do semestre.
Custos de vacância explicam impacto no resultado
A receita imobiliária permaneceu estável em relação ao mês anterior. Por outro lado, os custos operacionais concentraram-se nos empreendimentos Bresco Embu e Bresco Canoas.
No caso do Bresco Canoas, despesas estimadas em outubro foram apropriadas apenas no resultado de novembro. Dessa forma, o impacto ficou concentrado em um único período, o que distorce a comparação mensal.
Considerando a cotação de fechamento, o rendimento distribuído resultou em um dividend yield anualizado de 8,9%, refletindo equilíbrio entre geração de caixa e gestão de despesas.
Carteira do BRCO11 mantém perfil defensivo
O BRCO11 encerrou o período com R$ 28 milhões em lucro caixa não distribuído, o equivalente a R$ 1,76 por cota. Essa reserva atua como amortecedor para eventuais oscilações nos resultados futuros.
A carteira do fundo reúne 12 propriedades, que somam cerca de 472 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), com potencial de expansão de até 7%. A receita anual estabilizada supera R$ 160 milhões.
Ademais, 63% da receita vem de ativos classificados como last mile, termo que se refere a imóveis logísticos próximos aos centros urbanos, voltados a entregas rápidas. Esse perfil tende a sustentar a demanda mesmo em cenários mais desafiadores.
A vacância física consolidada é de 7,7%, com prazo médio remanescente de contratos de 4,7 anos. Cerca de 38% das locações são atípicas, ou seja, com prazos mais longos e menor risco de rescisão. Mais de 86% dos inquilinos possuem grau de investimento, o que reforça a qualidade de crédito do portfólio.






























