O custo de um inventário pode consumir entre 15% e 18% do valor total de um patrimônio, considerando impostos, taxas cartorárias e honorários advocatícios. Diante desse impacto financeiro, o seguro de vida no inventário tem ganhado espaço como instrumento de apoio aos herdeiros, pois permite acesso rápido a recursos que não entram no processo sucessório tradicional.
Custos do inventário pressionam famílias
O inventário, exigido para a transferência legal de bens após o falecimento, envolve despesas obrigatórias. Entre elas está o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), cuja alíquota varia conforme o estado. Além disso, o processo inclui custos cartorários e honorários advocatícios, que podem chegar a 6% do valor dos bens.
Nesse contexto, as despesas costumam surgir em um momento emocionalmente sensível. Como consequência, a falta de liquidez imediata pode levar herdeiros a vender ativos ou comprometer parte do patrimônio antes da conclusão da partilha.
Como funciona o seguro de vida no inventário
O seguro de vida apresenta uma diferença relevante em relação a outros ativos: ele não integra o inventário. Dessa forma, o valor destinado aos beneficiários não depende da partilha judicial ou extrajudicial dos bens.
Após a comunicação do falecimento, a seguradora analisa a documentação e, conforme a regulamentação do setor, realiza o pagamento da indenização em até 30 dias. Com isso, os beneficiários reduzem a dependência do andamento do inventário para cobrir despesas imediatas.
Planejamento sucessório e liquidez
Dentro do planejamento sucessório, o seguro de vida atua como uma fonte de liquidez. Os recursos permitem o pagamento de impostos, honorários e taxas sem a necessidade de vender imóveis, participações societárias ou aplicações financeiras.
Além disso, o segurado define previamente os beneficiários e o valor do capital segurado. Caso considere necessário, também pode contratar mais de uma apólice, de acordo com o tamanho do patrimônio e a estrutura familiar.
Especialistas do setor indicam que o capital segurado deve considerar o valor total dos bens e os custos estimados do inventário. Assim, evita-se o risco de uma cobertura insuficiente no momento da sucessão.
Papel no planejamento financeiro familiar
Além da sucessão patrimonial, o seguro de vida integra o planejamento financeiro familiar. Para definir a cobertura adequada, o segurado avalia despesas recorrentes, como moradia, educação, financiamentos e dívidas. Em paralelo, a renda do cônjuge ou parceiro também entra no cálculo.
Da mesma forma, fatores como idade, estado de saúde e perfil dos beneficiários influenciam a estrutura da apólice. Por isso, uma análise individualizada tende a gerar resultados mais eficientes.
Especialização reduz riscos
O apoio de assessores de investimentos, consultores e planejadores financeiros contribui para a escolha das soluções mais adequadas a cada família. Com orientação técnica, o planejamento sucessório ganha clareza, reduz custos e diminui riscos jurídicos.
Nesse cenário, o seguro de vida se consolida como um instrumento complementar. Ao garantir liquidez imediata, ele ajuda a reduzir o impacto financeiro do inventário e traz maior previsibilidade aos herdeiros.






























