O governo federal pretende liberar cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e tiveram recursos retidos. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, divulgou a informação nesta quinta-feira (9), durante entrevista. Com isso, a proposta busca reduzir o endividamento da população em um cenário econômico sensível.
Segundo o ministro, a iniciativa amplia medidas já adotadas para permitir o acesso a valores bloqueados do FGTS. Em 2025, o governo liberou R$ 12 bilhões no primeiro semestre e mais R$ 8,5 bilhões no fim do ano. Ao todo, cerca de 26 milhões de trabalhadores receberam recursos. No entanto, parte dos valores permaneceu indisponível.
Marinho afirmou que ainda existe um saldo residual que não chegou aos trabalhadores. “Existe um resíduo de aproximadamente R$ 7 bilhões que estamos trabalhando para liberar”, disse. Além disso, o ministro informou que a equipe técnica apura o número exato de beneficiários. Por enquanto, a estimativa gira em torno de 10 milhões de pessoas.
Como funciona o saque-aniversário do FGTS
O FGTS funciona como uma poupança vinculada ao contrato de trabalho formal. Nesse modelo, criado em 2019, o trabalhador pode retirar parte do saldo todos os anos, no mês de nascimento.
Por outro lado, essa modalidade impõe uma limitação relevante. Caso ocorra demissão sem justa causa, o trabalhador não acessa o valor total da conta. Nessa situação, ele recebe apenas a multa rescisória.
Essa regra levou muitos trabalhadores a acumular valores bloqueados ao longo dos últimos anos. Por isso, o governo editou, no fim de 2025, uma medida provisória que permitiu, de forma temporária, a liberação desses recursos para quem foi demitido entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.
Nova liberação busca reduzir endividamento
A nova proposta surge em um contexto de alto endividamento das famílias brasileiras. Diante desse cenário, o governo pretende ampliar o acesso aos recursos para estimular o equilíbrio financeiro dos trabalhadores.
“O governo busca criar condições para reduzir o endividamento e permitir que as pessoas reorganizem suas finanças”, afirmou Marinho.
Nesse sentido, a liberação pode aumentar a liquidez no curto prazo, pois coloca dinheiro diretamente nas mãos da população. Ao mesmo tempo, especialistas discutem os efeitos dessa política no longo prazo. Isso ocorre porque o FGTS também financia áreas como habitação e infraestrutura.
Escala 6×1 entra no debate no Congresso
Durante a entrevista, o ministro também comentou propostas sobre o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um.
Marinho afirmou que o tema deve avançar por meio de projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a decisão depende da articulação política entre as lideranças. Assim, o avanço da proposta ainda depende de consenso no Congresso.
O governo federal pretende liberar cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e tiveram recursos retidos. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, divulgou a informação nesta quinta-feira (9), durante entrevista. Com isso, a proposta busca reduzir o endividamento da população em um cenário econômico sensível.
Segundo o ministro, a iniciativa amplia medidas já adotadas para permitir o acesso a valores bloqueados do FGTS. Em 2025, o governo liberou R$ 12 bilhões no primeiro semestre e mais R$ 8,5 bilhões no fim do ano. Ao todo, cerca de 26 milhões de trabalhadores receberam recursos. No entanto, parte dos valores permaneceu indisponível.
Marinho afirmou que ainda existe um saldo residual que não chegou aos trabalhadores. “Existe um resíduo de aproximadamente R$ 7 bilhões que estamos trabalhando para liberar”, disse. Além disso, o ministro informou que a equipe técnica apura o número exato de beneficiários. Por enquanto, a estimativa gira em torno de 10 milhões de pessoas.
Como funciona o saque-aniversário do FGTS
O FGTS funciona como uma poupança vinculada ao contrato de trabalho formal. Nesse modelo, criado em 2019, o trabalhador pode retirar parte do saldo todos os anos, no mês de nascimento.
Por outro lado, essa modalidade impõe uma limitação relevante. Caso ocorra demissão sem justa causa, o trabalhador não acessa o valor total da conta. Nessa situação, ele recebe apenas a multa rescisória.
Essa regra levou muitos trabalhadores a acumular valores bloqueados ao longo dos últimos anos. Por isso, o governo editou, no fim de 2025, uma medida provisória que permitiu, de forma temporária, a liberação desses recursos para quem foi demitido entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.
Nova liberação busca reduzir endividamento
A nova proposta surge em um contexto de alto endividamento das famílias brasileiras. Diante desse cenário, o governo pretende ampliar o acesso aos recursos para estimular o equilíbrio financeiro dos trabalhadores.
“O governo busca criar condições para reduzir o endividamento e permitir que as pessoas reorganizem suas finanças”, afirmou Marinho.
Nesse sentido, a liberação pode aumentar a liquidez no curto prazo, pois coloca dinheiro diretamente nas mãos da população. Ao mesmo tempo, especialistas discutem os efeitos dessa política no longo prazo. Isso ocorre porque o FGTS também financia áreas como habitação e infraestrutura.
Escala 6×1 entra no debate no Congresso
Durante a entrevista, o ministro também comentou propostas sobre o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um.
Marinho afirmou que o tema deve avançar por meio de projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a decisão depende da articulação política entre as lideranças. Assim, o avanço da proposta ainda depende de consenso no Congresso.





























