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VINO11 conclui saída de inquilina e espera R$ 485 mil

Thaffarel Goncalves Por: Thaffarel Goncalves
10/03/2026
em Negócios
0
VINO11 encerra contrato e prevê receber R$ 485 mil

Fundo imobiliário VINO11 encerra contrato em SP. (Foto: MicroStockHub/iStock)

O fundo imobiliário VINO11, que investe em lajes corporativas, concluiu as negociações relacionadas à saída da incorporadora Vitacon do edifício Haddock Lobo 347, localizado em São Paulo. Como resultado do acordo, o fundo ainda deve receber R$ 485 mil da antiga locatária, valor que será pago em três parcelas mensais iguais.

A primeira parcela entrou no caixa do fundo em fevereiro. Como consequência, o pagamento gerou impacto aproximado de R$ 0,002 por cota no resultado do mês. Além disso, as duas parcelas restantes devem ser quitadas em março e abril.

O fundo iniciou as tratativas para a desocupação do imóvel ainda em dezembro de 2025. Naquele momento, a gestora informou ao mercado que negociava os termos para formalizar o encerramento do contrato.

O acordo atual, portanto, encerra definitivamente a relação contratual entre as partes e regulariza os valores pendentes.

A área devolvida fica no edifício Haddock Lobo 347, ativo corporativo situado em uma região tradicional de escritórios na capital paulista. Atualmente, o fundo possui participação de 85,7% no imóvel, o que torna o desempenho do ativo relevante para os resultados do portfólio.

Novo contrato de locação no edifício Haddock Lobo 347

Paralelamente ao encerramento do contrato anterior, a gestora do fundo imobiliário VINO11 firmou um novo acordo de locação para o mesmo edifício.

De acordo com o relatório gerencial mais recente, a empresa Joompro Brazil ocupará uma área de 526,8 metros quadrados, correspondente ao 12º andar do imóvel.

O contrato segue o modelo turn-key, bastante comum no mercado corporativo. Nesse formato, o proprietário adapta o espaço às necessidades do locatário antes da ocupação. Assim, o imóvel já é entregue pronto para uso.

Esse tipo de contrato costuma favorecer a permanência do inquilino por períodos mais longos. Além disso, ele reduz o tempo necessário para a instalação das empresas no imóvel.

O novo contrato terá prazo de cinco anos. No entanto, a locação deve começar apenas em junho de 2026, quando as obras de adaptação forem concluídas.

Com essa movimentação, a gestora espera melhorar gradualmente o nível de ocupação do edifício. Atualmente, o Haddock Lobo 347 apresenta cerca de 18% de ocupação.

Com a nova locação, entretanto, a taxa deve subir para aproximadamente 26% da área BOMA.

No mercado imobiliário corporativo, a área BOMA é uma metodologia utilizada para padronizar o cálculo das áreas locáveis de um edifício. Por isso, ela permite comparar a ocupação entre diferentes imóveis comerciais.

IFIX sobe na sexta-feira, mas ainda recua em março

O IFIX, índice que acompanha o desempenho dos fundos imobiliários negociados na B3, encerrou o pregão de sexta-feira (6) em alta.

Na sessão, o indicador avançou 0,27%, chegando a 3.896,62 pontos.

Apesar da alta no dia, o índice ainda registra queda acumulada de 0,39% em março. Por outro lado, o desempenho no ano permanece positivo.

Desde janeiro de 2026, o indicador acumula alta de 3,21%.

O IFIX funciona como uma referência do mercado de fundos imobiliários no Brasil. Em termos práticos, ele desempenha papel semelhante ao do Ibovespa no mercado de ações.

Dessa forma, investidores utilizam o índice para acompanhar o comportamento médio dos principais FIIs negociados na bolsa.

Fundos imobiliários em alta no pregão

Entre os destaques positivos do pregão de sexta, o RBR Rendimento High Grade (RBRR11) registrou a maior valorização.

As cotas subiram 2,79%, encerrando o dia cotadas a R$ 87,17.

Na sequência, outros fundos também apresentaram desempenho positivo:

  • KNIP11 (Kinea Índice de Preços): alta de 1,91%, a R$ 91,55
  • PCIP11 (Pátria Crédito Imobiliário Índice): avanço de 1,76%, a R$ 86,32
  • PVBI11: valorização de 1,72%, a R$ 79,80
  • KNRI11: alta de 1,62%, a R$ 167,67

Essas oscilações refletem movimentos típicos do mercado de FIIs. Em geral, as cotas reagem tanto a fatores macroeconômicos quanto a notícias específicas sobre cada fundo.

Fundos imobiliários que mais caíram

Por outro lado, alguns fundos registraram perdas no pregão.

O Vinci Logística (VILG11) liderou as quedas do dia. As cotas recuaram 2,92%, encerrando o pregão a R$ 100,33.

Em seguida, apareceram outros fundos entre as principais baixas:

  • URPR11 (Urca Prime Renda): queda de 1,59%, para R$ 37,13
  • ARRI11 (Átrio REIT Recebíveis Imobiliários): recuo de 1,58%, a R$ 6,84
  • KORE11: baixa de 1,48%, a R$ 75,01
  • ICRI11: queda de 1,09%, a R$ 96,68

Essas variações ocorrem com frequência no mercado. Afinal, os preços das cotas refletem expectativas dos investidores sobre renda, vacância, juros e cenário econômico.

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