O ETF de criptomoedas HASH11, negociado na bolsa brasileira, permaneceu entre os produtos mais movimentados do mercado em fevereiro. Dados divulgados pela B3 indicam que o fundo ocupou a sexta posição no ranking mensal de ETFs com maior volume de negociações.
De acordo com o levantamento, o indicador utilizado é o volume médio diário de negociações (ADTV). Em outras palavras, trata-se da média de recursos negociados por dia em determinado ativo. No caso do HASH11, o volume chegou a R$ 51,8 milhões, o que corresponde a 2,38% do total negociado entre os ETFs no período.
O produto foi lançado em 2021 e marcou a estreia dos ETFs de criptomoedas na bolsa brasileira. Desde então, passou a ser uma alternativa para investidores interessados em exposição ao mercado de ativos digitais. Ao mesmo tempo, o fundo permite acessar esse segmento sem a necessidade de comprar criptomoedas diretamente em corretoras especializadas.
Assim, mesmo após cinco anos de negociação, o ETF de criptomoedas HASH11 continua registrando presença relevante entre os ativos mais negociados da B3.
Ranking dos ETFs mais negociados na B3 em fevereiro
Os dados divulgados pela bolsa mostram uma concentração significativa de negociações em fundos ligados ao mercado de ações brasileiro. Por exemplo, o BOVA11 — ETF que replica o desempenho do Ibovespa — liderou o ranking com ampla vantagem.
Além disso, outros produtos tradicionais também aparecem nas primeiras posições. Veja a lista dos ETFs mais negociados no mês:
- BOVA11 – R$ 1,16 bilhão (53,67%)
- SMAL11 – R$ 235,2 milhões (10,83%)
- BOVV11 – R$ 109,2 milhões (5,03%)
- GOLD11 – R$ 65 milhões (2,99%)
- IVVB11 – R$ 59 milhões (2,72%)
- HASH11 – R$ 51,8 milhões (2,38%)
- LFTBETF – R$ 46,5 milhões (2,14%)
- LFTSETF – R$ 43 milhões (1,98%)
- BITH11 – R$ 24,8 milhões (1,14%)
- LLFTETF – R$ 23 milhões (1,06%)
Embora os ETFs ligados ao mercado acionário liderem o ranking, o desempenho do HASH11 indica que produtos associados ao mercado cripto também mantêm liquidez relevante.
Como funciona o ETF de criptomoedas HASH11
O HASH11 é um ETF (Exchange Traded Fund). Em termos práticos, trata-se de um fundo negociado em bolsa que acompanha o desempenho de um índice específico.
Dessa forma, em vez de investir diretamente em um único ativo, o investidor passa a ter exposição a uma cesta de criptomoedas selecionadas. Como resultado, o produto busca replicar o comportamento médio desse conjunto de ativos.
No caso do HASH11, o fundo acompanha o Nasdaq CME Crypto Index (NCI). Esse indicador foi desenvolvido pela gestora brasileira Hashdex em parceria com a Nasdaq e procura refletir o desempenho geral do mercado de criptoativos.
Atualmente, a carteira do índice reúne sete criptomoedas. A distribuição aproximada é a seguinte:
- Bitcoin (BTC) – 76,49%
- Ethereum (ETH) – 12,76%
- XRP (XRP) – 6,00%
- Solana (SOL) – 3,37%
- Cardano (ADA) – 0,71%
- Chainlink (LINK) – 0,38%
- Stellar (XLM) – 0,29%
Nesse contexto, o bitcoin possui o maior peso na composição do índice. Isso ocorre porque a criptomoeda representa a maior parcela do valor total do mercado digital.
Oscilações do mercado cripto impactam o desempenho
Assim como ocorre com outros ativos digitais, o desempenho do HASH11 acompanha as oscilações do mercado de criptomoedas.
Segundo dados da plataforma TradingView, o ETF acumula queda de cerca de 22% no ano. Ainda assim, o produto registrou recuperação superior a 11% no último mês.
Esse movimento reflete a volatilidade típica do setor. Por um lado, períodos de queda podem reduzir temporariamente o valor do fundo. Por outro lado, essas oscilações costumam atrair investidores que buscam oportunidades de entrada em momentos de preços mais baixos.
Além disso, a estrutura de ETF tende a oferecer alguma diversificação. Isso ocorre porque o investimento não depende apenas de uma criptomoeda, mas sim de um conjunto de ativos digitais.
ETFs ampliam acesso a diferentes mercados
Nos últimos anos, os ETFs passaram a ocupar espaço crescente entre investidores brasileiros. Isso se deve, principalmente, à praticidade de negociação e à diversificação oferecida pelos produtos.
Por meio desses fundos, é possível acessar índices de ações, títulos de renda fixa, commodities e até criptomoedas em uma única operação realizada na bolsa.
Nesse cenário, o ETF de criptomoedas HASH11 se consolidou como uma das principais portas de entrada para quem deseja exposição ao mercado digital. Portanto, a presença do fundo entre os mais negociados da B3 indica que o interesse por ativos ligados ao setor cripto permanece relevante no mercado brasileiro.





























