O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,8% em janeiro, em relação a dezembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central na segunda-feira (16). O resultado indica expansão da atividade econômica no início do ano, embora tenha ficado ligeiramente abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetava avanço de 0,85%.
Na comparação com janeiro do ano anterior, o indicador mostrou crescimento de 1,0%, enquanto o acumulado em 12 meses aponta expansão de 2,3%. O IBC-Br funciona como um termômetro mensal da economia brasileira e antecipa tendências do desempenho do PIB, indicador oficial calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Prévia do PIB mostra avanço puxado por serviços
Entre os principais setores da economia, os serviços lideraram o crescimento da atividade econômica em janeiro, com alta de 0,8%. Em seguida aparecem impostos e indústria, que registraram avanços de 0,5% e 0,4%, respectivamente.
Por outro lado, a agropecuária apresentou retração de 1,5% no período, contribuindo para moderar o desempenho geral do indicador.
O resultado de janeiro sucede um recuo de 0,18% registrado em dezembro, indicando recuperação parcial da atividade econômica após a queda observada no final do ano passado.
Economistas utilizam o IBC-Br como referência para acompanhar o ritmo da economia entre as divulgações trimestrais do PIB. Embora não substitua o indicador oficial, o índice costuma sinalizar tendências de crescimento ou desaceleração da atividade econômica.
Mercado ajusta projeções para juros, inflação e crescimento
Além dos dados de atividade econômica, o mercado financeiro também revisou projeções para inflação, juros e crescimento do país. As estimativas constam no Boletim Focus, levantamento semanal do Banco Central que reúne previsões de economistas de instituições financeiras.
Para 2026, a expectativa para a taxa Selic, referência dos juros no país, subiu de 12,13% para 12,25% ao ano. Já para 2027, a projeção permanece em 10,50%, com estimativas de 10% em 2028 e 9,50% em 2029.
A previsão para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também foi revisada. O mercado passou a estimar alta de 4,10% em 2026, ante projeção anterior de 3,91%. Para os anos seguintes, as expectativas permanecem em 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028 e 2029.
O centro da meta de inflação do Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Projeções para crescimento do PIB permanecem moderadas
No caso da atividade econômica, o mercado manteve expectativas moderadas de crescimento para os próximos anos. A projeção para o PIB em 2026 passou de 1,82% para 1,83%, enquanto para 2027 permanece em 1,80%.
Para 2028 e 2029, os economistas consultados pelo Banco Central esperam expansão de 2% ao ano, ritmo considerado estável, mas ainda abaixo de períodos de maior crescimento da economia brasileira.
Já a previsão para o câmbio aponta o dólar em torno de R$ 5,40 ao final de 2026, praticamente estável em relação às estimativas anteriores. Para os anos seguintes, a moeda norte-americana deve permanecer próxima de R$ 5,50, segundo o relatório.
Mercado acompanha decisão do Copom sobre juros
As projeções do mercado ocorrem em meio à expectativa pela próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central responsável por definir a taxa básica de juros.
Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, e investidores acompanham sinais sobre o início do processo de redução dos juros. A intensidade do corte ainda gera divergências entre analistas.
Parte do mercado avalia a possibilidade de redução de 0,25 ponto percentual, enquanto outras instituições financeiras defendem um corte de 0,50 ponto.
A trajetória da inflação, o comportamento do dólar e o cenário internacional estão entre os fatores que influenciam as decisões de política monetária.






























