O grupo Fleury (FLRY3) registrou lucro líquido de R$ 201,2 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa alta de 12,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, o desempenho superou as projeções do mercado financeiro.
O balanço foi divulgado na quinta-feira (7). Segundo estimativas reunidas pela Bloomberg, analistas projetavam lucro de aproximadamente R$ 185 milhões no período.
De acordo com a companhia, o avanço foi impulsionado pelo crescimento das receitas, expansão operacional e controle de custos. Nesse contexto, a estratégia da empresa combina crescimento orgânico, aquisições e disciplina financeira.
Receita líquida avança no trimestre
A receita líquida do grupo atingiu R$ 2 bilhões entre janeiro e março. Com isso, o indicador apresentou crescimento de 10,3% na comparação anual. Já a receita bruta somou R$ 2,18 bilhões, avanço de 10,1%.
Além da expansão das receitas, o Ebitda — indicador que mede o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — alcançou R$ 606 milhões no trimestre. O crescimento foi de 10,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Ao mesmo tempo, a margem Ebitda permaneceu estável em 27,3%. Esse indicador mostra quanto da receita operacional se converte em geração de caixa.
São Paulo lidera crescimento regional
Os principais mercados regionais da companhia registraram expansão relevante no trimestre. Em São Paulo, o avanço foi de 28,1%. No Rio de Janeiro, a alta chegou a 9,2%. Já Minas Gerais apresentou crescimento de 19,7%.
Nas demais marcas do grupo em São Paulo, o crescimento foi de 14%. Nesse caso, a companhia desconsidera os efeitos das aquisições realizadas em 2025. Entre elas estão as operações do Confiance, em Campinas, e do LSL, em Rio Claro.
Segundo a presidente da companhia, Jeane Tsutsui, as unidades de atendimento tiveram papel central no desempenho do trimestre. Atualmente, essas operações representam cerca de 70% da receita do grupo.
Ainda de acordo com a executiva, as unidades cresceram 15% no período. Mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, a empresa conseguiu manter ritmo elevado de expansão.
Controle financeiro segue como prioridade
Outro destaque do trimestre foi a manutenção da alavancagem financeira em nível reduzido. A relação entre dívida líquida e Ebitda permaneceu em cerca de uma vez.
Na prática, esse indicador mede o tamanho do endividamento em relação à capacidade de geração de caixa da empresa. Portanto, quanto menor o índice, maior tende a ser a percepção de equilíbrio financeiro.
O diretor financeiro do grupo, Jose Filippo, afirmou que a estratégia conservadora continua adequada. Segundo ele, o cenário de juros elevados exige maior cautela financeira.
Apesar disso, a companhia pretende manter investimentos em expansão e modernização das operações. Os aportes incluem melhorias tecnológicas, atualização de equipamentos e renovação das unidades de atendimento.
Além dos investimentos operacionais, a empresa também mantém pagamentos elevados de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). Esse mecanismo permite remunerar acionistas com benefícios tributários previstos na legislação brasileira.
Fleury prepara inauguração no ano do centenário
O grupo completa 100 anos de operação em 2026. Por isso, a companhia irá inaugurar neste mês a unidade Marco 100, localizada na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo.
O espaço recebeu investimento de R$ 35 milhões. Dessa forma, a nova unidade integra a estratégia de fortalecimento da presença da empresa em mercados considerados prioritários.




























