O fundo imobiliário VINO11, que investe em lajes corporativas, concluiu as negociações relacionadas à saída da incorporadora Vitacon do edifício Haddock Lobo 347, localizado em São Paulo. Como resultado do acordo, o fundo ainda deve receber R$ 485 mil da antiga locatária, valor que será pago em três parcelas mensais iguais.
A primeira parcela entrou no caixa do fundo em fevereiro. Como consequência, o pagamento gerou impacto aproximado de R$ 0,002 por cota no resultado do mês. Além disso, as duas parcelas restantes devem ser quitadas em março e abril.
O fundo iniciou as tratativas para a desocupação do imóvel ainda em dezembro de 2025. Naquele momento, a gestora informou ao mercado que negociava os termos para formalizar o encerramento do contrato.
O acordo atual, portanto, encerra definitivamente a relação contratual entre as partes e regulariza os valores pendentes.
A área devolvida fica no edifício Haddock Lobo 347, ativo corporativo situado em uma região tradicional de escritórios na capital paulista. Atualmente, o fundo possui participação de 85,7% no imóvel, o que torna o desempenho do ativo relevante para os resultados do portfólio.
Novo contrato de locação no edifício Haddock Lobo 347
Paralelamente ao encerramento do contrato anterior, a gestora do fundo imobiliário VINO11 firmou um novo acordo de locação para o mesmo edifício.
De acordo com o relatório gerencial mais recente, a empresa Joompro Brazil ocupará uma área de 526,8 metros quadrados, correspondente ao 12º andar do imóvel.
O contrato segue o modelo turn-key, bastante comum no mercado corporativo. Nesse formato, o proprietário adapta o espaço às necessidades do locatário antes da ocupação. Assim, o imóvel já é entregue pronto para uso.
Esse tipo de contrato costuma favorecer a permanência do inquilino por períodos mais longos. Além disso, ele reduz o tempo necessário para a instalação das empresas no imóvel.
O novo contrato terá prazo de cinco anos. No entanto, a locação deve começar apenas em junho de 2026, quando as obras de adaptação forem concluídas.
Com essa movimentação, a gestora espera melhorar gradualmente o nível de ocupação do edifício. Atualmente, o Haddock Lobo 347 apresenta cerca de 18% de ocupação.
Com a nova locação, entretanto, a taxa deve subir para aproximadamente 26% da área BOMA.
No mercado imobiliário corporativo, a área BOMA é uma metodologia utilizada para padronizar o cálculo das áreas locáveis de um edifício. Por isso, ela permite comparar a ocupação entre diferentes imóveis comerciais.
IFIX sobe na sexta-feira, mas ainda recua em março
O IFIX, índice que acompanha o desempenho dos fundos imobiliários negociados na B3, encerrou o pregão de sexta-feira (6) em alta.
Na sessão, o indicador avançou 0,27%, chegando a 3.896,62 pontos.
Apesar da alta no dia, o índice ainda registra queda acumulada de 0,39% em março. Por outro lado, o desempenho no ano permanece positivo.
Desde janeiro de 2026, o indicador acumula alta de 3,21%.
O IFIX funciona como uma referência do mercado de fundos imobiliários no Brasil. Em termos práticos, ele desempenha papel semelhante ao do Ibovespa no mercado de ações.
Dessa forma, investidores utilizam o índice para acompanhar o comportamento médio dos principais FIIs negociados na bolsa.
Fundos imobiliários em alta no pregão
Entre os destaques positivos do pregão de sexta, o RBR Rendimento High Grade (RBRR11) registrou a maior valorização.
As cotas subiram 2,79%, encerrando o dia cotadas a R$ 87,17.
Na sequência, outros fundos também apresentaram desempenho positivo:
- KNIP11 (Kinea Índice de Preços): alta de 1,91%, a R$ 91,55
- PCIP11 (Pátria Crédito Imobiliário Índice): avanço de 1,76%, a R$ 86,32
- PVBI11: valorização de 1,72%, a R$ 79,80
- KNRI11: alta de 1,62%, a R$ 167,67
Essas oscilações refletem movimentos típicos do mercado de FIIs. Em geral, as cotas reagem tanto a fatores macroeconômicos quanto a notícias específicas sobre cada fundo.
Fundos imobiliários que mais caíram
Por outro lado, alguns fundos registraram perdas no pregão.
O Vinci Logística (VILG11) liderou as quedas do dia. As cotas recuaram 2,92%, encerrando o pregão a R$ 100,33.
Em seguida, apareceram outros fundos entre as principais baixas:
- URPR11 (Urca Prime Renda): queda de 1,59%, para R$ 37,13
- ARRI11 (Átrio REIT Recebíveis Imobiliários): recuo de 1,58%, a R$ 6,84
- KORE11: baixa de 1,48%, a R$ 75,01
- ICRI11: queda de 1,09%, a R$ 96,68
Essas variações ocorrem com frequência no mercado. Afinal, os preços das cotas refletem expectativas dos investidores sobre renda, vacância, juros e cenário econômico.





























