O fundo imobiliário XP Corporate Macaé (XPCM11) firmou um novo contrato de locação e projeta impacto positivo na receita ao longo dos próximos anos. O acordo foi divulgado recentemente ao mercado e envolve uma empresa do setor de óleo e gás. A ocupação começou em 18 de março de 2026, no edifício The Corporate Macaé, em Macaé (RJ).
O contrato prevê a locação de 532,07 metros quadrados, distribuídos entre os 8º e 9º andares do imóvel. Além disso, o prazo será de 60 meses, com vigência até 2031.
XPCM11 reduz vacância com nova locação
Com a nova ocupação, o XPCM11 deve reduzir sua vacância física. Esse indicador mede a área desocupada de um imóvel. Atualmente, o nível está em 51%. No entanto, a projeção é de queda para cerca de 48,6%.
Embora a redução seja moderada, o movimento indica avanço na ocupação do ativo. Isso é relevante, sobretudo em regiões ligadas ao setor de óleo e gás, que costumam apresentar maior volatilidade.
Impacto na receita será gradual
O impacto financeiro do contrato ocorrerá de forma escalonada. Inicialmente, há um período de carência. Nesse intervalo, o inquilino não realiza pagamentos, o que é comum nesse tipo de contrato.
Após esse período, o fundo estima gerar cerca de R$ 0,017629 por cota até o 12º mês. Em seguida, entre o 13º e o 24º mês, a receita pode chegar a R$ 0,105772 por cota.
A partir do 25º mês, o valor estimado sobe para aproximadamente R$ 0,356980 por cota. Ainda assim, os números não consideram a correção pela inflação. Também não incluem possíveis reduções de despesas, como custos condominiais hoje pagos pelo fundo.
IFIX acumula queda em março
Enquanto isso, o mercado de fundos imobiliários apresenta desempenho negativo no curto prazo. O IFIX, principal índice do setor na B3, recuou 0,06% na sexta-feira (20), aos 3.861,84 pontos.
Ademais, foi a quarta queda consecutiva do indicador. Com isso, o índice acumula perda de 1,28% em março. Por outro lado, no acumulado de 2026, ainda registra alta de 2,29%.
Destaques do pregão de sexta-feira
Entre os fundos com melhor desempenho, o SNFF11 liderou as altas. O ativo avançou 2,30% e fechou cotado a R$ 73,88. Logo depois, o PCIP11 subiu 2,16%, enquanto o CPSH11 teve alta de 1,62%.
Por outro lado, algumas quedas chamaram atenção. O BRCR11 recuou 2,08% no pregão. Além disso, o ITRI11 caiu 1,79%, e o PORD11 registrou baixa de 1,65%.
Esses movimentos refletem ajustes de mercado. Em geral, são influenciados por fatores como juros, fluxo de investidores e revisões de portfólio.
Cenário segue dependente dos juros
A nova locação do XPCM11 ocorre em um momento de adaptação do setor. Muitos fundos ainda buscam reduzir vacância e estabilizar receitas.
Ao mesmo tempo, o comportamento do IFIX mostra sensibilidade ao cenário macroeconômico. Principalmente, às expectativas sobre a taxa de juros. Esse fator continua sendo decisivo para a atratividade dos fundos imobiliários.





























