As exportações do agronegócio brasileiro movimentaram US$ 16,34 bilhões em julho de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, o valor cresceu 5,4% em relação a julho de 2025 e representou 47,9% das vendas externas do país.
Ao todo, 1.476 municípios brasileiros participaram das exportações do setor. Apesar desse avanço no valor negociado, houve redução de 1,3% no número de cidades envolvidas nas vendas internacionais na comparação anual.
Nesse cenário, o levantamento mostra a concentração de parte relevante das exportações em municípios com cadeias produtivas estruturadas. Essas atividades incluem produção agropecuária, processamento industrial e comercialização de mercadorias destinadas ao mercado externo.
Três Lagoas lidera exportações do agronegócio em Mato Grosso do Sul
Entre os municípios analisados, Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, foi o principal destaque em julho. As vendas chegaram a US$ 255,9 milhões, principalmente em razão dos embarques de celulose.
O resultado acompanha, ainda, o desempenho de Mato Grosso do Sul no comércio exterior do setor. O estado movimentou US$ 2,96 bilhões em exportações do agronegócio no mês.
Com esse resultado, Mato Grosso do Sul respondeu por 18,1% das exportações brasileiras do setor. Além disso, 77 municípios sul-mato-grossenses participaram das vendas internacionais, com 45 produtos agropecuários enviados ao exterior.
Dessa forma, os números mostram que a presença municipal no comércio exterior não se limita à produção de matérias-primas. Também entram nessa cadeia as etapas de processamento e as estruturas produtivas capazes de atender compradores de outros países.
Soja responde por US$ 5,87 bilhões das exportações
No conjunto dos produtos exportados, a soja continuou como o principal item da pauta do agronegócio brasileiro em julho. As vendas externas do grão somaram US$ 5,87 bilhões, o que representa alta de 17,4% sobre o mesmo mês de 2025.
Com isso, a soja respondeu por 36% das exportações do setor e envolveu 153 municípios brasileiros.
Na sequência, a carne bovina in natura movimentou US$ 1,45 bilhão, com queda de 5,8% em relação a julho do ano passado. Por outro lado, a celulose apareceu em terceiro lugar, com US$ 1,06 bilhão e crescimento de 30,8%.
No caso da carne bovina, o resultado foi afetado pela redução de 40% nas vendas para a China. Já a celulose apresentou comportamento diferente, com expansão superior a 30% nas exportações na comparação anual.
China é principal destino das vendas externas
Entre os mercados compradores, a China permaneceu como o principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro. Em julho, o país asiático comprou US$ 5,64 bilhões em mercadorias do setor.
Nesse caso, as vendas para o mercado chinês envolveram produtos exportados por 257 municípios brasileiros. A participação da soja ajuda a explicar a importância do país na pauta externa do agronegócio.
Na segunda posição, os Estados Unidos compraram US$ 944,49 milhões em produtos brasileiros. As compras foram puxadas principalmente pela carne.
Ainda assim, o valor foi 12,1% menor que o registrado no mesmo mês de 2025.
Agronegócio acumula superávit de US$ 91,68 bilhões
Enquanto as exportações avançaram, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,75 bilhão em julho. O resultado representa queda de 2,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Entre os produtos comprados, o trigo ocupou a primeira posição, com US$ 157,02 milhões.
No acumulado de janeiro a julho de 2026, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 103,39 bilhões. No mesmo período, as importações chegaram a US$ 11,71 bilhões.
Como resultado, a diferença entre os valores gerou um superávit de US$ 91,68 bilhões na balança comercial do agronegócio. Em outras palavras, o setor exportou mais do que importou no período.
Por fim, os produtos do agronegócio representaram 47,3% de todas as exportações brasileiras acumuladas em 2026.





























