O bitcoin subiu 26,99% em agosto e liderou o ranking dos investimentos acompanhados pela consultoria Elos Ayta. Na sequência, o ouro avançou 9,50%, enquanto o BDRX, índice que reúne recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na B3, ganhou 6,04%.
Com isso, o resultado revelou diferenças relevantes entre os mercados durante um mês marcado por oscilações. Criptomoedas, ouro e ativos ligados ao exterior tiveram desempenho positivo. Em contrapartida, a Bolsa brasileira terminou agosto no campo negativo.
O Ibovespa caiu 0,33% no mês. Já o índice Small Caps, formado por ações de empresas de menor valor de mercado, recuou 1,26%. Por sua vez, o IFIX, que acompanha os fundos imobiliários negociados na Bolsa, perdeu 1,46%.
No mesmo período, o IDIV, índice que reúne ações de empresas com destaque no pagamento de dividendos, teve queda de 1,65%.
Investimentos em agosto tiveram desempenhos distintos
O resultado mensal do Ibovespa não mostra sozinho o comportamento do mercado ao longo de agosto. Na prática, o índice passou por duas fases bastante diferentes durante o período.
Nos primeiros 11 pregões do mês, o Ibovespa acumulou queda de 6,55%. Depois, nos dez pregões seguintes, recuperou 6,66%. Assim, encerrou agosto com baixa de apenas 0,33%.
A recuperação ocorreu em meio à saída de capital estrangeiro da Bolsa. Segundo dados da B3 reunidos pela Elos Ayta, investidores estrangeiros retiraram R$ 18,4 bilhões do mercado até 27 de agosto.
Esse montante, por sua vez, superou o saldo positivo acumulado por esses investidores em todo o ano até aquela data. Até então, o resultado era de R$ 17,92 bilhões.
Bitcoin teve a maior alta de agosto
O bitcoin foi o destaque entre os investimentos analisados em agosto. Mesmo assim, a alta de 26,99% no mês não eliminou as perdas acumuladas em períodos mais longos.
Em 2026, o bitcoin registra queda de 15,42%. No intervalo de 12 meses, a perda chega a 30,45%.
O comportamento do ouro foi diferente. Enquanto o bitcoin acumula perdas, o metal precioso subiu 9,50% em agosto e registra valorização de 28,06% em 12 meses.
Nesse período, o ouro apresenta o melhor resultado entre os investimentos considerados no levantamento.
No acumulado de 2026, contudo, a alta do ouro é de 2,53%. Dessa forma, o resultado fica abaixo do registrado pelo Ibovespa no mesmo intervalo.
Bolsa lidera ranking no acumulado de 2026
Apesar da queda em agosto, o Ibovespa mantém a liderança entre os investimentos analisados no acumulado de 2026.
O índice registra alta de 10,11% no ano. Em comparação, o CDI acumula ganho de 9,27% no mesmo período.
O CDI é uma taxa usada como referência para diversas aplicações de renda fixa. Por isso, seu desempenho serve como parâmetro para comparar o retorno de outros investimentos.
Na sequência, o IDIV aparece na terceira posição do ranking anual, com alta de 8,37%. Logo depois, estão o IMA Geral, com 8,26%, e o BDRX, com 7,55%.
O IMA Geral acompanha uma carteira de títulos públicos. Já o BDRX reúne investimentos que permitem acompanhar, por meio da Bolsa brasileira, o desempenho de empresas estrangeiras.
Small Caps ficam atrás das ações maiores
Quando o período analisado aumenta, a diferença entre os índices de ações também chama atenção.
Em 12 meses, o Ibovespa acumula alta de 25,45%. Em sentido contrário, o índice Small Caps registra queda de 2,49%.
A distância também aparece no acumulado de 2026. Enquanto o Ibovespa sobe 10,11%, o índice de Small Caps recua 6,50%.
As Small Caps são ações de empresas de menor valor de mercado. Nesse caso, o comportamento desse segmento foi diferente do observado pelo principal índice da Bolsa brasileira nos períodos considerados.
Renda fixa mantém desempenho competitivo
Os dados da Elos Ayta também mostram que a renda fixa continuou apresentando resultados relevantes em um cenário de juros elevados.
O CDI acumula alta de 9,27% em 2026. Em 12 meses, por outro lado, o avanço chega a 14,57%.
O IMA Geral apresenta desempenho semelhante. No ano, o índice sobe 8,26% e, em 12 meses, acumula alta de 13,21%.
Quando se considera apenas o acumulado de 2026, a diferença entre Bolsa e renda fixa é menor. O Ibovespa registra alta de 10,11%, enquanto o CDI avança 9,27%.
Assim, a distância entre os dois indicadores é de 0,84 ponto percentual.
De modo geral, o levantamento mostra que o resultado de agosto não se repete necessariamente em períodos mais longos. O bitcoin liderou o desempenho mensal, enquanto o ouro teve o melhor resultado em 12 meses.
No acumulado de 2026, o Ibovespa aparece à frente, seguido pelo CDI. Ao mesmo tempo, os números evidenciam diferenças dentro do próprio mercado de ações.
Enquanto o Ibovespa acumula alta nos períodos analisados, as Small Caps registram perdas. Na renda fixa, por sua vez, o CDI e o IMA Geral mantêm resultados positivos.





























