O fundo imobiliário BRC Renda Corporativa Fundo de Investimento Imobiliário (FATN11) firmou a compra de um edifício comercial na Avenida Angélica, na cidade de São Paulo, por cerca de R$ 31 milhões. O acordo foi celebrado em 12 de fevereiro de 2026 e comunicado ao mercado no dia 20 do mesmo mês.
O fundo pretende reformar o imóvel e colocá-lo novamente no mercado de escritórios. Após a modernização e a locação completa, a gestão estima receita mensal de aproximadamente R$ 662 mil com aluguéis.
A operação amplia a presença do FATN11 em uma região tradicional do mercado corporativo paulistano. Ademais, reforça a estratégia do fundo de adquirir imóveis com potencial de requalificação e geração futura de renda.
FATN11 aposta em retrofit e ocupação rápida
O edifício possui 4.135 metros quadrados de área bruta locável, distribuídos em 14 pavimentos-tipo e térreo. O fundo iniciará imediatamente o retrofit completo do prédio. Esse tipo de intervenção moderniza estruturas existentes e atualiza padrões técnicos e funcionais.
Em paralelo, o fundo realizará o fit-out das unidades. Na prática, isso significa adaptar os espaços internos para uso imediato pelos locatários.
Como resultado, o imóvel seguirá o modelo plug and play. Ou seja, as empresas poderão ocupar os escritórios com infraestrutura pronta para operação. Esse formato reduz custos de instalação e acelera a entrada de novos inquilinos.
O cronograma prevê obras e ocupação gradual ao longo de aproximadamente oito meses.
Como o fundo estruturou o pagamento
O FATN11 organizou a aquisição com três fontes de recursos. Primeiro, destinou cerca de R$ 22,5 milhões em caixa. Parte desse valor já foi paga como sinal, equivalente a cerca de 20,6% do total. O saldo será quitado até 30 de abril de 2026, com correção pela variação do CDI.
Além disso, o fundo pagará aproximadamente R$ 8,5 milhões em cotas, de forma parcelada a partir de março de 2026. Por fim, a operação inclui a cessão de direitos de construção ligados ao potencial adicional do terreno.
Essa estrutura permite diversificar as formas de pagamento. Dessa maneira, o fundo preserva liquidez e distribui o impacto financeiro ao longo do tempo.
Dividendos do FATN11 devem permanecer estáveis durante as obras
A administradora projeta rentabilidade líquida alinhada ao desempenho médio do portfólio. Mesmo considerando os investimentos em modernização e equipamentos, o retorno esperado permanece compatível com os demais ativos do fundo.
Durante o período de obras, a gestão não prevê mudanças relevantes nos dividendos distribuídos mensalmente por cota. Portanto, os cotistas tendem a manter o nível atual de rendimentos enquanto o imóvel passa pela requalificação.
A geração adicional de receita deve ocorrer apenas após a conclusão das obras e a ocupação integral do edifício.
Estratégia acompanha mudanças no mercado corporativo
O mercado de escritórios ainda passa por ajustes desde a pandemia. Muitas empresas reduziram áreas ocupadas ou buscaram espaços mais flexíveis. Nesse cenário, imóveis modernizados e prontos para uso ganharam relevância.
Por isso, fundos imobiliários têm priorizado a requalificação de prédios existentes em regiões consolidadas. Esse movimento permite adaptar ativos às novas demandas sem depender de projetos de construção do zero.
Com a nova aquisição, o FATN11 reforça essa estratégia. Ao investir na modernização de um edifício bem localizado, o fundo busca ampliar receitas e fortalecer sua posição no segmento de lajes corporativas.





























