A arrecadação federal chegou a R$ 235,5 bilhões em agosto, alta real de 8,25% ante o mesmo mês de 2025. Segundo a Receita Federal, o resultado foi influenciado principalmente pelo aumento das receitas do setor de extração de petróleo e gás natural.
Além disso, o valor representa o melhor resultado para um mês de agosto desde o início da série histórica, em 1995. No acumulado de janeiro a agosto, por sua vez, a arrecadação federal somou R$ 2,112 trilhões, crescimento real de 7,12% na comparação anual.
A alta real considera a inflação do período. Dessa forma, o indicador permite comparar o desempenho das receitas sem o efeito da variação dos preços.
Arrecadação federal cresce com petróleo e gás
Entre os setores analisados pela Receita Federal, a extração de petróleo e gás natural apresentou uma das maiores variações. A arrecadação da atividade passou de R$ 871 milhões em agosto de 2025 para R$ 14,429 bilhões no mesmo mês deste ano.
O resultado também foi impulsionado pelo comércio atacadista, cuja arrecadação avançou 11,89%. Da mesma forma, as atividades auxiliares do setor financeiro tiveram alta de 29,8%, enquanto a fabricação de produtos do fumo cresceu 112,7%.
Outro fator que contribuiu para o desempenho foi o imposto de exportação sobre óleo bruto. Segundo a Receita Federal, houve um incremento de R$ 1,944 bilhão nessa receita em agosto.
No entanto, esse aumento foi considerado não recorrente pelo órgão. A Receita relacionou o avanço a mudanças na legislação. No acumulado do ano, o imposto de exportação ligado à tributação de combustíveis gerou R$ 9,926 bilhões.
Receitas administradas pela Receita Federal
Considerando apenas as receitas administradas diretamente pela Receita Federal, a arrecadação alcançou R$ 227,865 bilhões em agosto. Assim, o resultado representa crescimento real de 8,24% sobre agosto de 2025.
De janeiro a agosto, essas receitas somaram R$ 2,019 trilhões. Nesse período, houve avanço real de 7,10%.
Segundo a Receita Federal, a maior parte dos principais indicadores econômicos usados para explicar o resultado apresentou crescimento em relação ao ano anterior. Houve, por exemplo, aumento nas vendas de bens e serviços, na massa salarial e no valor, em dólar, das importações.
Por outro lado, a produção industrial recuou 1,07% no período analisado.
Imposto de Renda e contribuição sobre lucros
O Imposto de Renda das empresas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) também contribuíram para o resultado de agosto.
Juntos, os dois tributos somaram R$ 34,1 bilhões, com crescimento real de 13,09% em relação ao mesmo mês de 2025. A CSLL, por sua vez, é uma contribuição cobrada das empresas sobre seus lucros.
Ademais, as receitas previdenciárias cresceram 4,3% e chegaram a R$ 63 bilhões em agosto.
O Imposto de Importação também apresentou aumento. Nesse caso, a receita obtida com o tributo avançou cerca de 22,7% na comparação com agosto do ano passado.
Resultado acumulado no ano
Com o desempenho de agosto, a arrecadação federal ampliou o resultado registrado nos oito primeiros meses de 2026.
Entre janeiro e agosto, portanto, a arrecadação chegou a R$ 2,112 trilhões, alta real de 7,12%. Desse total, R$ 2,019 trilhões correspondem às receitas administradas pela Receita Federal.
Dessa maneira, o resultado acumulado reflete diferentes fontes de receita. Entre elas estão o desempenho de setores específicos da economia, a arrecadação de tributos sobre empresas e o aumento de receitas relacionadas ao comércio exterior.





























