A Minerva Foods (BEEF3) passou a integrar a base de investidores da Grão Direto, plataforma digital voltada à negociação de grãos. Além disso, as empresas avaliam adaptar tecnologias usadas no mercado agrícola para o segmento de gado. Por enquanto, porém, não existe um cronograma definido para colocar a iniciativa em prática.
A entrada da Minerva ocorreu após a saída de um fundo de venture capital que estava entre os primeiros investidores da Grão Direto. Os valores da operação e a participação adquirida pela companhia não foram divulgados.
Minerva avalia novas aplicações para a tecnologia
A parceria pode abrir espaço para diferentes frentes de colaboração. Entre elas estão ferramentas de inteligência de mercado, processos comerciais e rotinas administrativas da Minerva.
Nesse contexto, a empresa também avalia aplicações relacionadas ao mercado doméstico de milho. O produto tem participação relevante na alimentação de animais confinados e em outras etapas da cadeia de proteínas.
Ademais, a aproximação com a Grão Direto coloca a Minerva em contato mais próximo com uma empresa de tecnologia voltada ao agronegócio. A estratégia acompanha o movimento de companhias tradicionais do setor que buscam soluções digitais para suas operações.
Pedro Sampaio, gerente de Planejamento Estratégico e Corporate Venture Capital da Minerva, afirmou que a companhia vê espaço para inovação no mercado em que atua.
“Acreditamos que existe muito espaço para inovação em nosso mercado e queremos estar na fronteira desse movimento.”
O corporate venture capital é o investimento feito por uma empresa em negócios inovadores, geralmente startups, com o objetivo de acompanhar novas tecnologias e desenvolver oportunidades estratégicas.
Sampaio também destacou a busca da Minerva por uma relação mais próxima com empresas inovadoras do agronegócio. Segundo ele, a companhia procura negócios que já tenham experiência na colaboração com grandes corporações.
Quem investe na Grão Direto
A Grão Direto reúne investidores ligados a diferentes segmentos do agronegócio, do mercado financeiro e da tecnologia. Entre eles estão ADM, Amaggi, Bayer, Basf, Cargill, Louis Dreyfus Company (LDC), SLC, CME, Banco Rendimento e Bradesco.
Além dessas empresas, a plataforma conta com fundos como Kaszek, Barn, Lanx e Endeavor Scale-Up Ventures.
De acordo com Alexandre Borges, CEO e cofundador da Grão Direto, todos os investidores mantêm participações minoritárias na empresa. Portanto, nenhum deles possui controle ou exclusividade sobre a plataforma.
Essa estrutura permite que a Grão Direto mantenha diferentes grupos empresariais próximos ao desenvolvimento de suas soluções. Ao mesmo tempo, amplia a conexão da empresa com setores que participam diretamente da cadeia de produção e comercialização agrícola.
Plataforma negociou 12 milhões de toneladas em 2025
A Grão Direto informou que sua plataforma movimentou digitalmente 12 milhões de toneladas de grãos em 2025. No mesmo período, o sistema calculou mais de 50 milhões de preços em tempo real por dia.
Esses números ajudam a dimensionar a atuação da empresa no mercado de grãos. Agora, a entrada da Minerva adiciona uma possível frente de expansão para o setor de proteínas animais.
Ainda assim, a adaptação das tecnologias da Grão Direto ao mercado de gado permanece em fase de avaliação. Até o momento, as empresas não divulgaram prazo para o lançamento de uma solução específica.
Por isso, os próximos passos dependerão dos testes e das oportunidades identificadas pelas duas companhias. A Minerva, por sua vez, passa a fazer parte da estrutura de investidores da Grão Direto enquanto avalia novas possibilidades de uso da tecnologia em sua cadeia de negócios.





























