O Brasil bateu, em setembro, o recorde mensal de exportação de petróleo. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 11,7 milhões de toneladas no mês. Além disso, o volume superou a marca anterior, de 11 milhões de toneladas, registrada em março de 2023.
O resultado representa um avanço de 42,2% em relação a setembro de 2025. Ao mesmo tempo, a receita com as exportações cresceu ainda mais e chegou a aproximadamente US$ 6,5 bilhões, alta de 77,3% na comparação anual.
Exportações de petróleo avançam 42,2%
O aumento das exportações de petróleo do Brasil ocorreu, principalmente, por causa da maior produção nacional e da demanda aquecida no mercado internacional. Dessa forma, o país conseguiu ampliar tanto o volume embarcado quanto a receita obtida com as vendas externas.
Ademais, o preço médio do petróleo brasileiro exportado também subiu. Em setembro, cada tonelada alcançou, em média, US$ 556, valor 24,7% maior que o registrado no mesmo mês de 2025.
Assim, a combinação entre maior quantidade exportada e preços mais elevados ajudou a explicar o forte crescimento da receita. Enquanto o volume avançou 42,2%, o faturamento aumentou 77,3% em um ano.
O cenário internacional também contribuiu para esse resultado. Nos últimos meses, as tensões envolvendo o Irã e os riscos para o fluxo de petróleo e combustíveis pelo Estreito de Ormuz aumentaram a preocupação com a oferta mundial.
Com isso, os preços internacionais do petróleo ganharam força. Nesse contexto, produtores capazes de ampliar seus embarques, como o Brasil, encontraram condições mais favoráveis para vender a commodity no exterior.
Produção brasileira sustenta alta dos embarques
Além da demanda externa, a produção nacional teve papel importante no recorde das exportações. O avanço ocorre principalmente por causa dos campos do pré-sal, que concentram parte relevante da produção brasileira.
Entre os destaques estão Búzios e Mero, localizados na Bacia de Santos. O pré-sal reúne áreas produtoras situadas abaixo de uma extensa camada de sal no subsolo marinho.
A produção brasileira também vinha estabelecendo novas marcas. Em agosto, a extração nacional de petróleo atingiu um recorde pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Esse desempenho ajudou a criar condições para que as empresas aumentassem os embarques ao exterior. Portanto, o recorde de setembro reflete não apenas a demanda internacional, mas também a capacidade de produção do setor no país.
Além disso, os números mostram a crescente participação do petróleo no comércio exterior brasileiro. O país consegue aproveitar a expansão da produção para atender consumidores estrangeiros, especialmente em momentos de maior valorização da commodity.
O resultado de setembro confirma, portanto, um cenário favorável para as exportações brasileiras de petróleo. De um lado, a produção nacional segue elevada. De outro, o mercado internacional apresenta preços mais altos e demanda por fornecedores capazes de garantir novos volumes.
Por enquanto, os dados de setembro representam a maior marca mensal registrada pela Secex. O desempenho também reforça a importância do petróleo para a balança comercial brasileira e acompanha o avanço da produção nos campos do pré-sal.





























