O Bradesco (BBDC4) concluiu na sexta-feira (2) o leilão das sobras de ações do aumento de capital de R$ 10 bilhões. Na mesma data, o conselho de administração homologou a operação. No entanto, o processo ainda depende da aprovação do Banco Central para chegar à etapa final.
Bradesco vende todas as sobras de ações
A B3 realizou o leilão das sobras após o período de subscrição do aumento de capital. Com isso, os investidores adquiriram todos os recibos disponíveis, que representam 1.505.454 ações ordinárias e 14.553.057 ações preferenciais.
No pregão, cada recibo de ação ordinária saiu por R$ 15,50. Já o recibo de ação preferencial teve preço de R$ 17,86. Assim, a operação movimentou R$ 283,25 milhões.
Além disso, o Bradesco registrou R$ 3,3 milhões de ágio. A instituição destinará esse montante à reserva de capital.
Por sua vez, as ações ordinárias dão, em regra, direito a voto nas decisões da companhia. Já as ações preferenciais costumam oferecer prioridade no recebimento de determinados proventos, conforme as regras de cada emissão.
Aumento de capital do Bradesco chega a R$ 10 bilhões
O Bradesco aprovou o aumento de capital em 29 de julho de 2026. Na ocasião, a operação alcançou R$ 10 bilhões e resultou na subscrição integral de 604.852.753 novas ações.
Desse total, 302.876.396 são ações ordinárias e 301.976.357 são preferenciais. Além disso, o banco definiu preços de emissão diferentes para cada classe: R$ 15,43 por ação ordinária e R$ 17,64 por ação preferencial.
Com o leilão das sobras, a instituição encerrou a etapa relacionada à distribuição das novas ações. Ainda assim, o Banco Central precisa aprovar a operação antes da conclusão definitiva.
Banco Central ainda precisa aprovar a operação
Agora, a aprovação do Banco Central representa a próxima etapa do processo. Depois dessa autorização, o capital social do Bradesco passará de R$ 93,77 bilhões para R$ 103,77 bilhões.
Da mesma forma, o número total de ações também aumentará. A companhia passará a ter aproximadamente 11,197 bilhões de ações, sendo 5,607 bilhões ordinárias e 5,590 bilhões preferenciais.
Após a homologação pelo Banco Central, o Bradesco deverá creditar as novas ações aos investidores em até três dias úteis. A partir desse momento, os papéis terão direito integral aos dividendos, juros sobre capital próprio e demais distribuições que a companhia declarar.
Por que o Bradesco fez o aumento de capital?
Em geral, um aumento de capital ocorre quando uma empresa emite novas ações para ampliar seu capital social. Nesse processo, os acionistas existentes normalmente recebem preferência para comprar os novos papéis e, assim, manter sua participação proporcional na companhia.
Quando parte das ações não encontra subscritores durante essa etapa, a empresa pode oferecer as sobras aos investidores. No caso do Bradesco, o banco levou essas ações ao leilão na B3 e conseguiu vender todos os recibos disponíveis.
Dessa forma, o banco concluiu a etapa de distribuição das ações previstas na operação. Porém, a aprovação do Banco Central continua como a principal condição para a conclusão do aumento de capital.





























