O Brasil registrou a abertura de 2,9 milhões de pequenos negócios no primeiro semestre de 2026, alta de quase 12% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram formalizados 2,6 milhões de microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPP). Os dados são do DataSebrae, elaborados a partir do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da Receita Federal e atualizados até 25 de junho.
Nesse cenário, os microempreendedores individuais responderam pela maior parte das novas empresas abertas. Foram cerca de 2,25 milhões de registros, volume que representa mais de 75% do total e reforça o papel do MEI como principal porta de entrada para a formalização de pequenos empreendedores.
Na sequência, as microempresas somaram aproximadamente 534 mil novos registros, o equivalente a 18% das aberturas. Ao todo, MEIs e MEs concentraram quase 93% das empresas formalizadas no primeiro semestre. Já as empresas de pequeno porte e outros formatos empresariais responderam pela parcela restante.
De acordo com o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o crescimento reflete a continuidade do empreendedorismo como alternativa para geração de renda, desenvolvimento econômico e inovação. Em nota, ele afirmou que o avanço também demonstra o interesse dos brasileiros em formalizar suas atividades.
Serviços concentram quase dois terços das novas empresas
Em relação aos setores da economia, os Serviços mantiveram ampla liderança na abertura de empresas. O segmento registrou 1,93 milhão de novos negócios, o equivalente a 64,4% do total nacional.
Em seguida, aparece o Comércio, com pouco mais de 600 mil empresas abertas. Depois, vêm a Indústria, com 229,4 mil registros, a Construção, com 199,6 mil, e a Agropecuária, responsável por 38,4 mil novos empreendimentos.
Entre as atividades econômicas mais procuradas, os serviços de entrega e malote lideraram, com aproximadamente 195 mil novos CNPJs. Logo depois, aparece o transporte rodoviário de cargas, com 185 mil registros. Além disso, as atividades de publicidade somaram cerca de 160 mil novas empresas, enquanto os serviços de cabeleireiros alcançaram aproximadamente 136 mil formalizações.
Sudeste lidera abertura de empresas
No recorte regional, o Sudeste concentrou pouco mais da metade das novas empresas abertas no país durante o primeiro semestre. A região registrou cerca de 1,5 milhão de novos negócios, desempenho impulsionado principalmente por São Paulo, responsável por aproximadamente 890 mil registros.
Por sua vez, a Região Sul ocupou a segunda posição, com 561,2 mil novas empresas. Na sequência, aparecem o Nordeste, com 474,6 mil, o Centro-Oeste, com 296,1 mil, e o Norte, com 157,8 mil registros.
Ainda segundo Rodrigo Soares, a simplificação dos procedimentos para obtenção do CNPJ contribuiu para acelerar a formalização dos pequenos negócios. Conforme Soares, a redução da burocracia tornou esse processo mais rápido e acessível para quem pretende empreender.
Ao mesmo tempo, os dados do primeiro semestre reforçam a predominância dos pequenos negócios na criação de empresas no país. Com isso, o levantamento indica que a formalização segue em expansão em diferentes setores da economia, especialmente nas atividades ligadas aos serviços.





























