O Ibovespa fechou em queda pela quinta sessão consecutiva nessa sexta-feira (30), recuando 0,75%, aos 167.921,80 pontos. Com isso, o principal índice da B3 acumulou perda de 18,12% na semana, o pior desempenho semanal desde março de 2020. Além disso, a desvalorização de 9,88% em outubro representou a maior queda mensal desde junho de 2022.
No mercado de câmbio, por sua vez, o dólar à vista avançou 1,05% e encerrou o pregão cotado a R$ 5,4443. Dessa forma, a moeda norte-americana atingiu seu maior valor de fechamento desde 30 de dezembro de 2025. Na semana, a alta chegou a 9,04%, a maior valorização semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional. Já no acumulado de outubro, o avanço foi de 5,20%.
O desempenho negativo dos ativos brasileiros ocorreu em meio à cautela dos investidores sobre os rumos da política econômica no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse contexto, o mercado aguarda sinais mais claros sobre o planejamento do governo reeleito. Ademais, as incertezas relacionadas à situação fiscal do país contribuíram para pressionar a Bolsa e o câmbio.
Ações de commodities limitam perdas do Ibovespa
Apesar da queda do índice, algumas ações de empresas ligadas a commodities ajudaram a reduzir as perdas do Ibovespa. Entre os destaques positivos, a Magazine Luiza liderou os ganhos do pregão, com valorização de 4,29%, a R$ 5,35.
A Vale também encerrou a sessão em alta. Os papéis da mineradora avançaram 3,28%, a R$ 62,02, mesmo diante da queda de 1,18% dos contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian, na China, que terminaram o dia a US$ 100,87 por tonelada.
Além disso, investidores repercutiram os resultados da companhia no terceiro trimestre de 2026. Embora o balanço tenha sido considerado fraco em alguns aspectos, a geração de caixa foi vista como resiliente, mesmo com a pressão sobre o negócio de minério de ferro.
As ações da Petrobras, por sua vez, acompanharam a valorização dos preços do petróleo no mercado internacional. Com isso, os papéis ordinários (PETR3) subiram 1,61%, enquanto os preferenciais (PETR4) avançaram 0,98%, a R$ 52,71. Juntas, as duas classes de ações representam cerca de 13,5% da composição do Ibovespa. Assim, o desempenho positivo da estatal também contribuiu para limitar a queda do indicador.
Bancos e Usiminas pressionam a Bolsa
Em sentido contrário, as ações do setor bancário registraram perdas durante a sessão. Como consequência, o Índice Financeiro (IFNC) recuou 2,75%, refletindo o desempenho negativo dos papéis do segmento.
A Usiminas também figurou entre os destaques negativos do pregão. As ações preferenciais classe A (USIM5) caíram 8,59%, a R$ 5,00, após a divulgação de resultados do terceiro trimestre abaixo das expectativas do mercado.
Bolsas de Nova York também fecham em queda
No exterior, as principais bolsas de Nova York acompanharam o movimento negativo e encerraram a sessão em baixa. O Dow Jones recuou 1,09%, aos 51.770,31 pontos. Já o S&P 500 perdeu 1,82%, aos 7.580,07 pontos. O Nasdaq, por sua vez, caiu 2,86%, aos 25.436,999 pontos, registrando seu pior resultado diário desde junho.
No balanço de outubro, o Nasdaq acumulou desvalorização de 5,3%, a maior desde março de 2025. Da mesma forma, o S&P 500 terminou o mês em queda, com recuo de 0,9%. Em contrapartida, o Dow Jones apresentou desempenho positivo e encerrou o período com valorização de 1,7%.
A proximidade das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos também contribuiu para aumentar a cautela dos investidores. Nesse cenário, a piora do apetite por risco atingiu os mercados internacionais e se somou às preocupações com a situação fiscal brasileira. Com isso, os ativos do país encerraram a semana sob forte pressão.





























