Contratar um seguro-viagem é uma das principais formas de reduzir os impactos financeiros e operacionais causados por imprevistos durante uma viagem. No entanto, apenas adquirir uma apólice não garante proteção em qualquer situação. Erros cometidos na contratação ou no momento de acionar o serviço podem resultar na negativa da cobertura justamente quando ela é mais necessária.
Entre os problemas mais frequentes estão o preenchimento incorreto das informações, a escolha de um plano inadequado e o descumprimento de procedimentos exigidos pela seguradora. Segundo o corretor de seguros Paulo Correa, sócio-diretor da Papin Corretora de Seguros, muitos desses equívocos podem ser evitados com atenção às regras da apólice e ao perfil da viagem.
Confira os erros mais comuns.
Omitir informações durante a contratação
O primeiro cuidado começa antes mesmo da emissão da apólice. Informações incompletas ou omitidas no questionário da seguradora podem comprometer o direito à cobertura.
Atividades como mergulho, esqui, trilhas em grandes altitudes e passeios de motocicleta exigem atenção especial durante a contratação. Se o viajante pretende praticar qualquer uma delas, deve informar a seguradora. Caso um acidente ocorra nesse contexto e a apólice não inclua essa atividade, a empresa poderá negar a cobertura.
Além disso, especialistas recomendam responder ao questionário com atenção, mesmo quando algumas perguntas parecem repetitivas ou pouco relevantes. Informações precisas reduzem o risco de problemas caso seja necessário utilizar o seguro.
Como evitar problemas ao acionar o seguro
Em uma emergência, é comum que o viajante procure o hospital mais próximo imediatamente. No entanto, muitos seguros exigem contato prévio com a central de atendimento antes da realização da consulta ou da internação.
Esse procedimento permite que a seguradora indique hospitais credenciados, autorize despesas e oriente todo o atendimento. Se o viajante ignora essa etapa, o reembolso pode ser reduzido ou até negado, conforme as condições previstas na apólice.
Por esse motivo, compartilhar o seguro com quem estiver viajando junto é uma medida recomendada. Ter uma cópia digital ou impressa da apólice facilita o contato com a central caso o segurado não consiga fazer isso sozinho.
Ademais, algumas seguradoras oferecem benefícios adicionais, como custeio de passagem e hospedagem para um familiar acompanhar o segurado durante uma internação prolongada, desde que essa cobertura tenha sido contratada previamente.
Cobertura deve acompanhar o destino da viagem
O valor do seguro costuma ser um dos primeiros critérios considerados pelo consumidor. Por outro lado, especialistas alertam que o preço não deve ser o único fator na escolha do plano.
Em países onde os custos médicos são elevados, como os Estados Unidos, uma consulta em um pronto-socorro pode custar milhares de dólares. Cirurgias, internações e tratamentos mais complexos podem elevar essa despesa para dezenas de milhares de dólares.
Nesse cenário, contratar apenas o plano mais barato pode significar uma cobertura insuficiente para enfrentar uma emergência médica. Antes da contratação, vale analisar os limites para despesas médicas, hospitalares, odontológicas e demais assistências previstas na apólice.
Seguro também faz diferença em viagens nacionais
Muitas pessoas acreditam que o seguro-viagem só faz sentido em deslocamentos internacionais. Entretanto, essa proteção também pode ser útil em viagens dentro do Brasil.
Além da assistência médica, diversas apólices incluem serviços que costumam passar despercebidos, como auxílio jurídico em determinadas situações, hospedagem após alta hospitalar, despesas com retorno antecipado e orientação em casos de perda ou roubo de documentos.
Da mesma forma, algumas coberturas oferecem suporte para localização de bagagem e assistência em outros imprevistos que podem ocorrer durante a viagem. Esses benefícios ajudam a reduzir transtornos e despesas inesperadas, mesmo em deslocamentos curtos.
Contratação exige atenção aos detalhes
O seguro-viagem oferece uma rede de assistência que vai muito além do atendimento médico. Por isso, a proteção depende tanto da escolha de uma cobertura adequada quanto do cumprimento das regras previstas na apólice.
Antes de fechar o contrato, o consumidor deve comparar os planos disponíveis, verificar os limites de cobertura, esclarecer dúvidas com a seguradora e informar corretamente todas as atividades previstas no roteiro.
Assim, pequenos cuidados durante a contratação podem evitar prejuízos financeiros e garantir que o seguro cumpra seu papel quando um imprevisto acontecer.
*Com informações de InfoMoney





























