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Seguros devem movimentar R$ 808 bilhões em 2026

Thaffarel Goncalves Por: Thaffarel Goncalves
23/04/2026
em Sem categoria
0
Mercado de seguros cresce 5,7% em 2026

Setor de seguros desacelera, mas cresce em 2026. (Foto: Ilustração/Canva)

O mercado de seguros brasileiro deve crescer 5,7% em 2026, com arrecadação estimada em R$ 808 bilhões, segundo projeção da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A revisão representa uma desaceleração em relação à estimativa anterior, de 8%, e reflete um cenário econômico mais restritivo, marcado por juros elevados e crescimento moderado da atividade.

A expectativa considera inflação em torno de 3,9%, expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% e taxa básica de juros acima de 12% ao ano. Esses fatores tendem a limitar o consumo e, consequentemente, a demanda por seguros. A participação do setor na economia deve alcançar cerca de 5,8% do PIB ao fim do período.

Segundo o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, a instabilidade internacional, especialmente no Oriente Médio, influencia diretamente o desempenho do setor. Isso ocorre porque crises externas podem pressionar os preços do petróleo, elevar a inflação e afetar a trajetória dos juros. Como resultado, a renda das famílias e o nível de atividade econômica sofrem impacto, reduzindo a procura por proteção financeira.

Desempenho do mercado de seguros por segmento

Entre os principais segmentos do mercado de seguros, o ramo de danos e responsabilidades — que inclui seguros de automóveis, patrimoniais e riscos financeiros — deve crescer 7,4% em 2026. A projeção também foi revisada para baixo, diante de um ambiente econômico mais cauteloso.

O seguro de automóveis tende a avançar 7,1%, impulsionado pelo aumento nas vendas de veículos, sobretudo modelos híbridos e elétricos. Além disso, programas de renovação de frota contribuem para a expansão desse mercado.

No setor habitacional, a expectativa é mais elevada. O crescimento projetado é de 12,8%, sustentado pela ampliação do crédito imobiliário e pela demanda ainda reprimida por moradia. Programas públicos voltados à habitação também reforçam esse movimento.

Já os seguros de pessoas — que incluem, por exemplo, seguro de vida e de viagem — devem crescer 7,4%. O seguro de vida aparece como destaque, com alta estimada de 11,7%, seguido pelo seguro viagem, com avanço de 12,2%. Mesmo com o aumento do endividamento das famílias, esses produtos mantêm demanda consistente.

Previdência e seguro rural apresentam retração

Na direção oposta, a previdência privada aberta deve recuar 4,4% em 2026. O desempenho negativo está associado a mudanças tributárias recentes, como a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em planos do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), o que reduziu a captação de recursos no segmento.

O seguro rural também deve apresentar queda, estimada em 3,9%. O resultado reflete o aumento dos riscos climáticos e a limitação de recursos públicos para subsidiar o prêmio — valor pago pelo produtor para contratar o seguro. A previsão orçamentária para subvenção é de cerca de R$ 1 bilhão, considerada insuficiente para ampliar a cobertura no campo.

Segmentos ligados a riscos de engenharia seguem a mesma tendência de retração, influenciados por desafios específicos, como menor volume de investimentos em grandes obras.

Saúde suplementar segue como destaque

O segmento de saúde suplementar deve permanecer entre os principais motores de crescimento do mercado de seguros, com expansão projetada de 9% em 2026. A base de beneficiários deve apresentar leve alta, enquanto a sinistralidade — indicador que mede a relação entre custos e receitas das operadoras — tende a se estabilizar em torno de 80%.

Apesar disso, os custos médico-hospitalares continuam pressionando o setor, com crescimento acima da inflação, o que exige ajustes constantes por parte das operadoras.

O mercado de seguros brasileiro deve crescer 5,7% em 2026, com arrecadação estimada em R$ 808 bilhões, segundo projeção da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A revisão representa uma desaceleração em relação à estimativa anterior, de 8%, e reflete um cenário econômico mais restritivo, marcado por juros elevados e crescimento moderado da atividade.

A expectativa considera inflação em torno de 3,9%, expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% e taxa básica de juros acima de 12% ao ano. Esses fatores tendem a limitar o consumo e, consequentemente, a demanda por seguros. A participação do setor na economia deve alcançar cerca de 5,8% do PIB ao fim do período.

Segundo o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, a instabilidade internacional, especialmente no Oriente Médio, influencia diretamente o desempenho do setor. Isso ocorre porque crises externas podem pressionar os preços do petróleo, elevar a inflação e afetar a trajetória dos juros. Como resultado, a renda das famílias e o nível de atividade econômica sofrem impacto, reduzindo a procura por proteção financeira.

Desempenho do mercado de seguros por segmento

Entre os principais segmentos do mercado de seguros, o ramo de danos e responsabilidades — que inclui seguros de automóveis, patrimoniais e riscos financeiros — deve crescer 7,4% em 2026. A projeção também foi revisada para baixo, diante de um ambiente econômico mais cauteloso.

O seguro de automóveis tende a avançar 7,1%, impulsionado pelo aumento nas vendas de veículos, sobretudo modelos híbridos e elétricos. Além disso, programas de renovação de frota contribuem para a expansão desse mercado.

No setor habitacional, a expectativa é mais elevada. O crescimento projetado é de 12,8%, sustentado pela ampliação do crédito imobiliário e pela demanda ainda reprimida por moradia. Programas públicos voltados à habitação também reforçam esse movimento.

Já os seguros de pessoas — que incluem, por exemplo, seguro de vida e de viagem — devem crescer 7,4%. O seguro de vida aparece como destaque, com alta estimada de 11,7%, seguido pelo seguro viagem, com avanço de 12,2%. Mesmo com o aumento do endividamento das famílias, esses produtos mantêm demanda consistente.

Previdência e seguro rural apresentam retração

Na direção oposta, a previdência privada aberta deve recuar 4,4% em 2026. O desempenho negativo está associado a mudanças tributárias recentes, como a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em planos do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), o que reduziu a captação de recursos no segmento.

O seguro rural também deve apresentar queda, estimada em 3,9%. O resultado reflete o aumento dos riscos climáticos e a limitação de recursos públicos para subsidiar o prêmio — valor pago pelo produtor para contratar o seguro. A previsão orçamentária para subvenção é de cerca de R$ 1 bilhão, considerada insuficiente para ampliar a cobertura no campo.

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O segmento de saúde suplementar deve permanecer entre os principais motores de crescimento do mercado de seguros, com expansão projetada de 9% em 2026. A base de beneficiários deve apresentar leve alta, enquanto a sinistralidade — indicador que mede a relação entre custos e receitas das operadoras — tende a se estabilizar em torno de 80%.

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