A avaliação sobre a economia no governo Lula é majoritariamente negativa entre os eleitores brasileiros, segundo pesquisa do BTG Pactual em parceria com a Nexus, divulgada nessa segunda-feira (27). De acordo com o levantamento, 42% dos entrevistados consideram que a situação econômica do país está pior em relação à gestão anterior. Por outro lado, 39% percebem melhora, enquanto 14% avaliam que o cenário permanece estável.
O estudo foi realizado entre sexta-feira (24) e domingo (26), com 2.028 pessoas de 16 anos ou mais em todos os estados e no Distrito Federal. Além disso, a margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.
Percepção da economia influencia o voto
A percepção da economia no governo Lula tem impacto direto na intenção de voto. Nesse sentido, entre os eleitores que avaliam a economia como melhor, 73% afirmam que votariam no presidente no primeiro turno. Já entre os que consideram a situação igual, esse índice recua para 39%.
Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 13% das intenções de voto entre os que veem melhora econômica e 16% entre os que apontam estabilidade.
Em contraste, entre os eleitores que afirmam que a economia piorou, Flávio Bolsonaro lidera com 66% das intenções de voto. Enquanto isso, Lula registra 11% nesse grupo.
Cenário de segundo turno repete tendência
Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o padrão observado se mantém. Por exemplo, entre os entrevistados que percebem melhora econômica, 81% indicam voto no atual presidente. Já entre os que consideram a economia estável, Lula soma 47%.
Nessas mesmas categorias, Flávio Bolsonaro alcança 16% e 26%, respectivamente. Por outro lado, entre os eleitores que avaliam piora econômica, o senador lidera com 80% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 14%.
Situação financeira também impacta escolhas
Além da percepção econômica geral, a pesquisa analisou a condição financeira dos eleitores. Entre aqueles que possuem dívidas, mas sem atraso, 37% dizem que votariam em Flávio Bolsonaro. Já 35% optariam por Lula.
Por outro lado, entre os entrevistados com dívidas em atraso superior a 30 dias — indicador de maior pressão financeira —, Lula aparece com 41% das intenções de voto. Nesse grupo, Flávio Bolsonaro registra 37%.
Por fim, entre os eleitores que afirmam não possuir dívidas, o presidente lidera com 46%, enquanto o senador soma 35%.
Metodologia da pesquisa BTG/Nexus
O levantamento foi realizado por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Ao todo, foram entrevistadas 2.028 pessoas nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.




























