As exportações do agronegócio somaram US$ 16,59 bilhões em junho de 2026 e responderam por 45,7% de todas as vendas externas brasileiras no período. O resultado representa crescimento de 14% em relação ao mesmo mês de 2025 e reforça o peso do setor na balança comercial do país, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Na comparação com maio deste ano, as exportações avançaram 3,9%. Além disso, no acumulado de 2026, o agronegócio já registra US$ 87,09 bilhões em vendas ao exterior, alta de 6,2% frente ao mesmo período do ano passado.
Mais municípios ampliam participação nas exportações
O levantamento também mostra que um número maior de municípios brasileiros passou a participar do comércio exterior. Em um ano, a quantidade de cidades exportadoras aumentou de 1.485 para 1.497, crescimento de 0,8%.
Com isso, a atividade exportadora alcança novas regiões e amplia sua presença no interior do país. Na prática, esse movimento pode estimular a geração de empregos, aumentar a circulação de renda e fortalecer as economias locais, especialmente em municípios cuja produção agropecuária tem maior relevância.
Mato Grosso mantém liderança entre os estados
Entre os estados, Mato Grosso permaneceu na liderança das exportações do agronegócio ao registrar US$ 3,02 bilhões em vendas externas durante junho. O desempenho representa 18,2% do total nacional.
Já São Paulo ocupou a segunda posição, com US$ 2,45 bilhões exportados e participação de 14,8% na pauta nacional. Apesar disso, o Estado apresentou retração de 2% na comparação com junho de 2025.
Soja continua como principal produto exportado
A soja em grãos manteve a liderança entre os produtos exportados pelo agronegócio brasileiro. Em junho, as vendas externas da commodity alcançaram US$ 6,26 bilhões, aumento de 17,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Ao mesmo tempo, o grão respondeu por 37,7% de toda a pauta exportadora do setor e liderou as exportações em 168 municípios brasileiros.
Na sequência, aparece a carne bovina in natura, que movimentou US$ 1,83 bilhão, crescimento de 39,2% na comparação anual.
Por outro lado, o açúcar de cana em bruto ocupou a terceira posição, com US$ 951,46 milhões exportados. Mesmo assim, o produto registrou queda de 25,5% no valor embarcado em relação a junho de 2025.
China segue como principal destino das exportações
No mercado internacional, a China permaneceu como principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro ao importar US$ 6,48 bilhões durante junho. A soja em grãos continuou sendo o principal item enviado ao país asiático.
Em seguida, aparecem os Estados Unidos, com compras de US$ 911,79 milhões. Na terceira posição, está a Holanda, que importou US$ 539,94 milhões em produtos brasileiros.
Agronegócio mantém papel estratégico na balança comercial
Os números reforçam a importância do agronegócio para o desempenho das exportações brasileiras. Além de responder por quase metade das vendas externas do país em junho, o setor amplia sua presença em diferentes regiões e fortalece a participação dos municípios no comércio internacional.
Dessa forma, o agronegócio permanece entre os principais responsáveis pela entrada de divisas — recursos obtidos pelo Brasil com as exportações —, fator que contribui para o equilíbrio das contas externas. Consequentemente, a expansão das vendas ao exterior também impulsiona a atividade econômica em diversas regiões do país.






























